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CARACTERÍSTICAS DAS PRINCIPAIS RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS Ondas
de Rádio
"Ondas de rádio" é a denominação dada às ondas desde freqüências
muito pequenas, até 107 Hz , acima da qual estão os raios
infravermelhos.
As ondas de rádio são geradas por osciladores eletrônicos instalados
geralmente em um lugar alto, para atingir uma maior região. Logo o nome
"ondas de rádio" inclui as ondas de TV, as ondas
curtas, as ondas longas e as próprias bandas de AM e FM. As
ondas de rádio propriamente ditas, que vão de 104 Hz a 107
Hz , têm comprimento de onda grande, o que permite que elas sejam
refletidas pelas camadas ionizadas da atmosfera superior (ionosfera). Estas
ondas, além disso, têm a capacidade de contornar obstáculos como árvores,
edifícios, de modo que é relativamente fácil captá-las num aparelho rádio-receptor.
Ondas
de TV
As emissões de TV são feitas a partir de 5x107 Hz (50 MHz) .
É costume classificar as ondas de TV em bandas de freqüência (faixa de
freqüência), que são: ·
VHF
: very high frequency (54 MHz à 216 MHZ è canal 2 à 13) ·
UHF
: ultra-high frequency (470 MHz à 890 MHz è canal 14 à 83) ·
SHF
: super-high frequency ·
EHF
: extremely high frequency ·
VHFI
: veri high frequency indeed
As ondas de TV não são refletidas pela ionosfera, de modo que para estas
ondas serem captadas a distâncias superiores a 75 Km é necessário o uso
de estações repetidoras Luz
visível
Note que nosso olho só tem condições de perceber freqüências que vão
de 4,3x1014 Hz a 7x1014 , faixa indicada pelo
espectro como luz visível.
Nosso olho percebe a freqüência de 4,3x1014 como a cor
vermelha. Freqüências abaixo desta não são visíveis e são chamados
de raios infravermelhos , que têm algumas aplicações
práticas.
A freqüência de 7x1014 é vista pelo olho como cor violeta.
Freqüências acima desta também não são visíveis e recebem o nome de raios
ultravioleta. Têm também algumas aplicações.
Infra Vermelho Os
raios infravermelhos, devido ao seu comprimento de onda (de 0,76µm a 1
milímetro), penetram na pele e a sua energia é absorvida e espalhada
para todo o organismo através da circulação sangüínea. Como a
temperatura dos tecidos orgânicos se eleva, a velocidade das reações
bioquímicas processadas nas células também aumenta. Isso explica, por
exemplo, a aceleração nos processos desinflamatórios e de cicatrização
de ferimentos. As radiações infravermelhas também estimulam as terminações
nervosas da pele, levando até o cérebro impulsos que avaliam as sensações
de dor. Ultra Violeta Os raios ultravioleta, a luz visível
e os raios infravermelhos curtos (de 0,76µm a 3µm) são chamados
de reflexivos porque não são absorvidos pelos corpos materiais da Terra
(inclusive os seres vivos). São também chamados raios de decomposição,
porque, em excesso, são capazes de desintegrar as células.
Raios
X
Os raios X foram descobertos, em 1895, pelo físico alemão Wilhelm Röntgen.
Os raios X têm freqüência alta e possuem muita energia. São capazes de
atravessar muitas substâncias embora sejam detidos por outras,
principalmente pelo chumbo.
Esses raios são produzidos sempre que um feixe de elétrons dotados de
energia incidem sobre um obstáculo material. A energia cinética do feixe
incidente é parcialmente transformada em energia eletromagnética, dando
origem aos raios X.
Os raios X são capazes de impressionar uma chapa fotográfica e são
muito utilizados em radiografias, já que conseguem atravessar a pele e os
músculos da pessoa, mas são retidos pelos ossos.
Os raios X são também bastante utilizados no tratamento de doenças como
o câncer. Têm ainda outras aplicações: na pesquisa da estrutura da matéria,
em Química, em Mineralogia e outros ramos.
Raios
Gama
As ondas eletromagnéticas com freqüência acima da dos raios X recebe o
nome de raios gama (g ).
Os raios g são produzidos por desintegração natural ou artificial de
elementos radioativos.
Um material radioativo pode emitir raios g durante muito tempo, até
atingir uma forma mais estável.
Raios g de alta energia podem ser observados também nos raios cósmicos
que atingem a alta atmosfera terrestre em grande quantidade por segundo.
Os raios g podem causar graves danos às células, de modo que os
cientistas que trabalham em laboratório de radiação devem desenvolver métodos
especiais de detecção e proteção contra doses excessivas desses raios.
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