CYBORGES

Humanos poderão se tornar cyborgs


Um professor inglês é uma prova viva de que os chips podem e estarão "invadindo" nossos corpos num futuro próximo.

Projeto Cyborg 1.0

Uma definição para cyborgues seria o de Organismos Cibernéticos, como no filme Robocop. Porém, o que era ficção científica agora está se tornando realidade. O professor-chefe do Departamento de Cibernética da Universidade de Reading, na Inglaterra é o responsável por isso. Ele estuda a interação homem-máquina há doze anos e de forma, digamos... profunda. Com o objetivo de saber o que acontece quando um humano é unido a uma máquina Warwick submeteu-se a uma cirurgia dia 24 de agosto de 1998, uma segunda-feira às 16:00, implantando em seu braço um chip de 2x4 cm., que permitia a ele ser identificado por seus computadores e dispositivos que abriam as portas de sua casa e/ou lhe cumprimentavam quando ele se aproximava.

O transmissor estava dentro de uma cápsula de vidro com uma bobina eletromagnética e microplaquetas de silicone. O mecanismo funciona assim: uma onda de radio é captada pelo chip que faz com que a bobina gere uma corrente elétrica (fato descoberto por Michael Faraday há muitos anos atrás) que é usado para fazer com que as microplaquetas transmitam um sinal único de 64-bits, que chegava até um captador conectado a uma rede inteligente de computador, que envia o sinal para um programa interpretar-lo e abrir a porta. O computador é capaz de reconhecer cada individuo que usa o chip separadamente, podendo usar essa tecnologia para controlar o acesso de pessoas a certas áreas de uma empresa, por exemplo.

Um perigo do implante seria o de ele vazar ou se despedaçar dentro do corpo, causando danos à musculatura e tecido do braço. Porém, o implante teve sucesso, ficando nove dias no braço de Warwick antes de ser removido.


Projeto Cyborg 2.0

Apesar da polêmica que o primeiro implante causou, Warwick não parou por aí. Seu próximo implante já tem data marcada para esse verão americano de 2001, aliás enquanto você estiver lendo esse arquivo ele já pode estar com o implante no braço, e dessa vez a experiência será muitíssimo mais ousada por dois motivos:

    1. o próximo chip deverá estar ligado a suas fibras nervosas com o objetivo de gravar todas as descargas elétricas geradas por emoções, para que em certas ocasiões possam ser enviadas de volta ao cérebro verificando-se os efeitos.

    2. Sua esposa, Irena, também se candidatou a receber o implante se o implante do marido tiver sucesso, e desse modo os dois poderão tentar transmitir um ao outro emoções, sensações e pensamentos.

O chip terá 2,5x2,5 cm. de tamanho e também será conectada às fibras nervosas dos braços esquerdos de ambos (diminuindo o risco de se perder o braço direito); junto irá uma fonte de energia, um sintonizador e um transmissor-receptor. Os impulsos nervosos serão captados pelo chip, que enviará um sinal que será convertido em ondas de rádio, que serão transmitidas para um computador que retransmitirá ao outro chip o sinal. Se a tecnologia funcionar, um poderá saber o estado emocional do outro, o que poderia evitar brigas. Por exemplo, se Warwick chegar em casa nervoso por causa do trabalho, Irene já pode saber que é bom não obrigá-lo a ir ao supermercado fazer compras. Se Irene estiver "naqueles dias" Warwick saberá que é melhor não fazer piadas sobre suas "gordurinhas" a mais. Porém será preciso "calibrar" o chip antes de usa-lo. Após o implante, Warwick fará vários movimentos, como levantar o dedo indicador, para que esse sinal de "levantar dedo indicador" seja identificado e armazenado pelo chip. Então o chip deverá receber o comando para mandar esse sinal registrado, para verificar se Warwick levantará o dedo indicador involuntariamente. Vários movimentos serão realizados por Warwick e armazenados, como a dor de uma picada, podendo ser mandada de volta ao cérebro para se verificar se a sensação é a mesma.


As Vantagens

A tecnologia desenvolvida poderá ajudar pessoas com paralisia por danos na medula espinhal, pois ao conectar nervos motores e sensoriais ao chip aumenta-se a chance dos sinais serem transmitidos.
No futuro poderemos, através desses sensores nos chips "ver" os raios x, ultravioleta (uv), infravermelho (iv), e ouvir outras freqüências de sons que até agora são inaudíveis ao ouvido humano, o que ajudaria a evitar acidentes como o de Chernobyl, pois poderíamos ver a radiação vazando (raios x, alfa e beta) e a temperatura aumentando (raios iv e uv). Isso também ajudaria cegos, pois há uma possibilidade que estes possam "ver" através de ondas ultrassonicas, como um morcego faz com a ajuda dessa tecnologia. Outra possibilidade é o tratamento de pessoas com depressão ou dependentes químicos, podendo o chip enviar um estímulo de prazer para conter a dor ou a abstinência química.


Os perigos

Não se sabe se o cérebro humano será capaz de se adaptar e receber tantos estímulos, e de interpretá-los de maneira correta, podendo causar distúrbios. Também é possível que ele não aceite as informações. O implante também pode vazar ou estilhaçar por ser feito de vidro, assim cortando os músculos e tecidos ao seu redor. Existe ainda o perigo do implante ser usado de maneira maléfica, controlando os pensamentos das pessoas ou criando exércitos militares de "super-homens" sem amor nem compaixão. Deve-se usar essa tecnologia com muita cautela e ética científica.

Andróides 

 "A passagem da automação industrial à de uso pessoal remodelou os robôs. Em contraste com os braços mecânicos da indústria automobilística, as novas máquinas tornaram-se antropomórficas - isto é, adotaram formas humanas, como nos acostumamos a vê-las em filmes de ficção científica. Viraram propriamente "andróides" - de andrós, palavra grega para homem.

Hiroaki Kitano, engenheiro eletrônico japonês que trabalha para a Sony e comanda seu próprio laboratório de Robótica em Tókio, acredita que a tendência humanizadora estimula o consumo de robôs pessoais, convertidos agora em companheiros. Para ele, isso ocorre com maior naturalidade em seu país do que no Ocidente."  

Mesmo quando não se parece conosco, a anatomia do robô espelha-se na do ser humano   que busca substituir. Para perceber o ambiente, deslocar-se nele e manipulá-lo, os autômatos dependem de sensores (como olhos e ouvidos) e de peças mecânicas articuladas (como braços, mãos e pernas) - servomecanismos, no jargão da Robótica. Também precisam de "inteligência" para entender as mensagens enviadas pelos sensores e comandar a ação de seus membros". O papel do cérebro, naturalmente cabe aos computadores."    




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