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COMPETÊNCIAS
EMPREENDEDORAS
(Empreendedor
Corporativo)
Autoria:
Fernando
Cesar
Lenzi (UNIVALI), Silvio Aparecido dos Santos (FEA/USP),
Tania Casado (FEA/USP), Márcio
Shoiti Kuniyoshi (UMESP
Na
atualidade, os estudos da área de administração
vêm buscando incorporar as
considerações acerca do perfil empreendedor ao contexto
das competências.
Não
há estudos que comprovam se personalidade é inata ou se
tem relação com
desempenho do empreendedor corporativo
por meio de suas competências ou da
aplicação diária destas.
CONJUNTO
DE REALIZAÇÃO
Busca
de oportunidades e iniciativa:
- faz
coisas
antes de solicitado ou, antes de forçado pelas
circunstâncias;
- age
para
expandir o negócio a novas áreas, produtos ou
serviços;
-
aproveita
oportunidades fora do comum para começar um negócio,
obter financiamentos,
equipamentos, terrenos,
local de trabalho ou assistência.
Correr
riscos calculados:
-
avalia
alternativas e calcula riscos deliberadamente;
-
age
para
reduzir os riscos ou controlar os resultados;
-
coloca-se
em
situações que implicam desafios ou riscos moderados.
Exigência
de qualidade
e eficiência:
- encontra
maneiras de fazer as coisas melhor e/ou mais rápido, ou mais
barato;
- age
de maneira
a fazer coisas que satisfazem ou excedem padrões de
excelência;
- desenvolve
ou
utiliza procedimentos para assegurar que o trabalho seja terminado a
tempo ou
que o trabalho
atenda a padrões de qualidade previamente combinados.
Persistência:
- age
diante de
um obstáculo;
- age
repetidamente ou muda de estratégia a fim de enfrentar um
desafio ou superar um
obstáculo;
- assume
responsabilidade pessoal pelo desempenho necessário para atingir
as metas e
objetivos.
Comprometimento:
- faz
um
sacrifício pessoal ou despende um esforço
extraordinário para complementar uma
tarefa;
- colabora
com
os empregados ou se coloca no lugar deles, se necessário, para
terminar um
trabalho;
- esforça-se
para manter os clientes satisfeitos e coloca em primeiro lugar a boa
vontade em
longo prazo, acima
do lucro em curto prazo.
CONJUNTO
DE PLANEJAMENTO
Busca
de informações:
- dedica-se
pessoalmente a obter informações de clientes,
fornecedores e concorrentes;
- investiga
pessoalmente como fabricar um produto ou fornecer um serviço;
- consulta
os
especialistas para obter assessoria técnica ou comercial.
Estabelecimento
de metas:
- estabelece
metas e objetivos que são desafiantes e que tem significado
pessoal;
- define
metas
em longo prazo, claras e específicas;
- estabelece
metas em curto prazo, mensuráveis.
Planejamento
e monitoramento sistemáticos:
- planeja
dividindo tarefas de grande porte em sub-tarefas com prazos definidos;
- constantemente
revisa seus planos levando em conta os resultados obtidos e
mudanças
circunstanciais;
- mantém
registros financeiros e utiliza-os para tomar decisões.
CONJUNTO
DE PODER
Persuasão
e rede de contatos:
- utiliza
estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir os outros;
- utiliza
pessoas-chave como agentes para atingir seus próprios objetivos;
- age
para
desenvolver e manter relações comerciais.
Independência
e autoconfiança
- busca
autonomia em relação a normas e controles de outros;
- mantém
seu
ponto de vista, mesmo diante da oposição ou de resultados
inicialmente
desanimadores;
- expressa
confiança na sua própria capacidade de completar uma
tarefa difícil ou de
enfrentar um desafio.
Competências
Spencer
e Spencer e McClelland, que a definirem como um conjunto de
qualificações que a
pessoa tem para executar um trabalho com um nível superior de
desempenho.
Os
estudos iniciados por McClelland (1973) sustentavam uma base em que o
estoque
de conhecimentos, habilidades e atitudes é que definem o
nível de competência
de um indivíduo.
Muitas
vezes, ainda que a pessoa possua todo o conhecimento necessário
para sua
colocação no mercado, falta-lhe realizar uma união
mais evidente deste
conhecimento com atitudes que estejam interligadas as suas habilidades;
para, então,
poder entregar-se à organização por meio de
ações que demonstrem sua
competência.
Para
Fleury (2002), a noção de competência está
associada a expressões do tipo:
saber agir, mobilizar recursos, integrar saberes múltiplos e
complexos, saber
aprender, saber se engajar, assumir responsabilidades e ter
visão estratégica,
gerando resultados e ações realizadas (entrega).
Portanto,
do ponto de vista da empresa, as competências devem agregar valor
econômico, e
do ponto de vista individual, elas devem acrescentar valor social
às pessoas.

Figura
1 - Modelo de Competências Fonte:
Fernàndez; Baeza (2002)
O
esquema apresentado por Fernández e Baeza retrata algumas
necessidades e características
dos três fundamentos de Le Boterf, levando à
identificação e utilização das
competências. O complemento dado por Fleury a esses
três componentes fundamentais
advêm de outro conceito apresentado pelo mesmo autor.
Ele
afirma que a competência não é um estado ou um
conhecimento que se tem e nem é resultado
de treinamento. Ela baseia-se em características do
indivíduo e emerge no contexto
profissional, na ação.
Pierry descreve
a competência como um traço, uma
característica da
personalidade do indivíduo, que o torna competente ou
competitivo dentro do seu
espaço de responsabilidade.
Mas,
como sustenta McClelland, ela diferencia-se de aptidões,
que é o talento
natural da pessoa; de habilidades, que é o talento particular na
prática; e de
conhecimentos, que são necessários para desempenhar uma
tarefa.
A
competência deve ser encarada como uma característica
subjacente a pessoa,
casualmente relacionada a uma performance superior na
realização de uma tarefa
ou em determinada situação. Em outras palavras, segundo
Fleury, a
competência não pode ser percebida apenas como um estoque
de recursos que o indivíduo
detém.
Como
afirma Dutra, para compreender melhor o conceito de
competências é
preciso incorporar a noção de entrega, ou seja, aquilo
que a pessoa realmente
deseja entregar à organização. Com isso, ocorre
uma mudança no foco, ou seja,
deixa-se de visualizar somente as competências do
indivíduo, para focar as
organizações, tendo-as como um portfólio das
competências.
Tipos
psicológicos
Nas
abordagens de personalidade, Carl Jung (1991) ainda faz
menção ao comportamento
subjetivo e objetivo.
O
subjetivo designa o mundo interior e privado da psique e não
pode ser diretamente
observado por quem está de fora. Já o comportamento
objetivo diz respeito ao mundo
que está fora da pessoa e a cerca; um mundo de indivíduos
e de coisas, costumes
e convenções, instituições
políticas, econômicas e sociais, e de
condições
físicas.
Naturalmente,
todas as pessoas apresentam as duas atitudes, porém cada qual
tende mais a um
tipo. Assim, afirmar que alguém é extrovertido ou
introvertido significa dizer
que esta é sua atitude habitual; mais frequente.
O introvertido se interessa
pela exploração e análise do seu mundo interior.
É
introspectivo, retraído e muito preocupado com os assuntos
internos. Pode
parecer aos outros, distante, antissocial e reservado, atitudes estas
consideradas subjetivuas.
O extrovertido se preocupa
com as interações com as pessoas e as coisas.
Transparece ser mais ativo e amistoso e se interessa pelas coisas que o
cercam,
sendo estas, atitudes objetivas.
Para
Jung (1984), porém, a psique é um sistema autorregulado e
o inconsciente tende
sempre a compensar uma atitude do consciente. Dessa forma, na pessoa
cuja
atitude consciente é habitualmente extrovertida, existirá
um fluxo do
inconsciente dirigindo-se para o sujeito.
No introvertido há sempre um fluxo de energia
inconsciente que se dirige para o objeto. Em outras palavras, existe
sempre uma
circulação de fluxos; um movimento inconsciente de
introversão, naquele cuja
personalidade é extrovertida e um movimento de
extroversão, naquele em que a
personalidade é introvertida.
PARA
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