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LUMINESCÊNCIA e OLEDs A luminescência consiste em um processo de emissão de luz sem combustão e conseqüentemente sem incandescência. O fato de este processo utilizar temperaturas mais baixas do que as necessárias para a incandescência é muito vantajoso trazendo um número enorme de aplicações. O tipo mais comum de emissão de luz por incandescência é aquela que conhecemos bem: lâmpadas de filamento de tungstênio. Estas lâmpadas são as lâmpadas comuns utilizadas em residências. A emissão de luz nesta lâmpada se dá através do aquecimento e incandescência do filamento e do fato de todo corpo emitir luz quando elevado a uma determinada temperatura. O problema deste tipo de luz é o seu aquecimento, fato que torna inconveniente seu uso em dias quentes ou em salas fechadas. Aí surge a grande vantagem da luminescência. Luminescência O processo de luminescência ocorre em certos materiais cujos átomos se excitam ao receberem uma quantidade de energia seus elétrons saltam de uma camada menos energética para uma mais energética. No instante em que eles retornam para seu estado inicial de energia, eles emitem esta diferença de energia sob a forma de um fóton. O intervalo que ocorre entre a excitação de elétrons e a emissão de fótons pode ser muito curto (da ordem de alguns microssegundos) ou muito longo, chegando a levar horas. O processo curto é denominado fluorescência e o processo demorado é denominado fosforescência. Em ambos os casos o comprimento da onda emitida é maior do que o da onda incidente. As aplicações de luminescência são inúmeras, como podemos perceber em televisões e lâmpadas fluorescentes. Em ambos os casos, a tela da televisão e o interior da lâmpada são revestidos por uma fina camada de um material fluorescente. No caso da televisão, a emissão de luz pelo elementos fluorescente é devido à sua energização pelos raios energéticos emitidos pelo tubo de raios catódicos, enquanto no caso da lâmpada, o material fluorescente capta luz ultravioleta invisível emitida dentro da lâmpada e a transforma em luz visível. O laser também é um caso de fluorescência. O fenômeno neste caso recebe o nome de emissão estimulada. O processo é o seguinte: um fóton atinge um determinado material e estimula a emissão de um outro fóton, causando desta forma a duplicação da intensidade luminosa. O caso da fosforescência é o de figurinhas e ponteiros de relógio que brilham no escuro. Neste caso a energia acumulada durante a absorção de luz vai sendo liberada aos poucos em um processo demorado, permitindo que o objeto emita luz durante um bom tempo. Existem ainda os processos de luminescência química, que
emite luz através de reações químicas, quimioluminescência, ou então a
bioluminescência, a qual ocorre em organismos vivos, como é o caso do
vaga-lume, a roentgenluminescência, devida a emissão de luz por certos
materiais quando atingidos por raios-x, a eletroluminescência, que ocorre
quando um gás é atravessado por uma corrente elétrica, a fotoluminescência,
que ocorre quando materiais são expostos à luz visível ou ultravioleta, a
sonoluminescência, que é produzida por ultrasom e a triboluminescência, que
ocorre quando certos materiais são arranhados ou partidos. OLEDs O que são Oleds? A sigla 'Oled' vem de Organic Light Emitting Diode (Diodo Orgânico Emissor de Luz). Eles podem ser considerados como uma variante dos Leds, aquelas pequenas 'lâmpadas' que surgiram na década de 1960. Os dois são diodos que emitem luz, mas enquanto os Leds são quebráveis, os Oleds, muito menores, são flexíveis. Essa capacidade permite o surgimento dos chamados electronic-papers - um tipo de tela flexível, barata o suficiente para ser usada em livros digitais ou leitores descartáveis para jornais e outras publicações que seriam vendidas em formato digital. Além disso, tornam viáveis algumas tecnologias hoje presentes apenas em filmes de ficção-científica, como óculos onde são mostradas imagens geradas por um computador portátil, que serão comuns quando os computadores 'de vestir' começarem a se tornar populares. Isso tudo sem falar dos celulares capazes de exibir vídeos. Na medicina, devido à alta resolução de imagens que os Oleds permitem, a nova tecnologia viabilizará, por exemplo, as cirurgias a distância, hoje limitadas unicamente pela qualidade dos equipamentos de transmissão de dados. O Oled pode ter o
tamanho da superfície em que for aplicado. A maior tela de Leds do mundo, no prédio
da Bolsa de Valores de Nova York (EUA), tem 18.677.760 dispositivos de Leds. Com
Oleds, seriam necessários três ou quatro", explica o físico Marco
Cremona, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e do
Instituto Virtual de Nanotecnologia da FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa
do Rio de Janeiro). Cremona, ao lado de
outros especialistas brasileiros, é um dos responsáveis pelas primeiras
'aventuras' do País no desenvolvimento dos Oleds, que muitos classificam como a
segunda geração dos Leds - aquelas pequenas lâmpadas (diodos) que há vários
anos já equipam toda sorte de aparelhos, do painel de um automóvel ao seu
aparelho de som. A próxima fase, caso haja investimento público ou privado, é fazer a junção entre os centros de pesquisas e a indústria.
Dessa forma, dois objetivos poderão ser alcançados. O primeiro é a obtenção
de patentes nacionais, que permitam ao País difundir essa nova e revolucionária
tecnologia sem depender das nações industrializadas.
Potencial Já o segundo objetivo é indireto, mas não menos importante. À medida que essas películas plásticas forem sendo, comercial e tecnicamente viáveis, haverá uma pressão menor, por exemplo, para a produção de celulose para papel.
Atualmente, grandes áreas são ocupadas apenas para o plantio de eucalipto.
Como a necessidade mundial por papel é muito grande, países onde não há uma
fiscalização eficiente sofrem com o avanço dessas culturas sobre áreas antes
usadas para o plantio de alimentos. E pior: em muitos casos, a indústria da celulose acaba ocupando áreas virgens, colocando em risco plantas de real interesse farmacológico, além de várias espécies animais. Por essas e outras que os Oleds foram considerados, pela revista Time, como uma das novas tecnologias com potencial de ajudar a salvar o Planeta. Literalmente, uma luz no fim do túnel. Os jornais do futuro As primeiras versões dos electronic-papers já começam a chegar ao mercado, como é o caso deste protótipo desenvolvido pela IMB a partir do estudo dos Oleds TEXTO extraído do site: http://geocities.yahoo.com.br/itaborayman/artigos/luz.htm
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