Monitores/Televisores:
CRT, LCD, LED, Plasma, OLED e 3D
Carlos
E. Morimoto
Por absurdo
que possa parecer, a maioria dos computadores das décadas de
60 e 70 não utilizavam monitores, mas sim impressoras de
margarida (antecessoras das impressoras matriciais) como dispositivos
de saída. Neles, você digitava os comandos no
teclado e precisava esperar os resultados serem lentamente impressos em
um rolo de papel. Estes terminais contendo o teclado e a impressora
eram chamados de teletipos e, tipicamente, vários deles eram
ligados a um único mainframe. Os monitores passaram a ser
usados em larga escala apenas a partir do final da década de
70, mas, assim como outros dispositivos, tiveram uma
evolução notável. Atualmente, temos em
uso basicamente 4 tecnologias de monitores: CRT, LCD, Plasma e OLED.
Os monitores CRT
utilizam um princípio bastante simples, fundamentalmente a
mesma tecnologia usada nas TVs desde a década de 1930. Um
canhão de elétrons bombardeia as
células de fósforo que recobrem a tela, fazendo
com que elas se iluminem em diferentes intensidades (de acordo com a
intensidade da descarga recebida), formando a imagem:

O conector
VGA transporta os sinais analógicos referentes às
três cores primárias (azul, verde e vermelho),
além dos sinais de sincronismo horizontal e vertical. Como o
nome sugere, estes dois últimos são
responsáveis pelo movimento do canhão de
elétrons do monitor, que varre toda a tela continuamente,
atualizando cada pixel com os sinais referentes às
três cores.
Variando
rapidamente as tensões fornecidas, a placa de
vídeo consegue que cada um dos três pontos que
compõe cada pixel brilhem numa intensidade diferente,
formando a imagem. Quando é necessário obter um
pixel branco, são usadas as tensões
máximas para os três pixels, por exemplo. Aqui
temos a imagem de um monitor CRT ampliada de forma a mostrar os pontos
individuais:

As
células de fósforo se apagam muito rapidamente,
por isso a imagem precisa ser atualizada várias vezes por
segundo, processo chamado de refresh. A taxa de
atualização da imagem é uma
configuração importante nos monitores CRT, pois
uma baixa taxa de atualização faz com que o
intervalo entre as atualizações seja muito longo,
fazendo com que as células passem a piscar, perdendo a
luminosidade durante o intervalo da atualização e
sendo reacendidas na atualização seguinte. Este
fenômeno é chamado de flicker e torna bastante
desconfortável usar o monitor por longos
períodos, podendo, a longo prazo, até mesmo
causar danos à visão.
Devido
à própria natureza dos monitores CRT,
não é possível eliminar o flicker
completamente, mas é possível
reduzí-lo a níveis toleráveis usando
taxas de atualização de 75 Hz ou mais. Reduzir o
brilho do monitor também ajuda, pois a luminosidade mais
baixa faz com que as células de fósforo demorem
mais tempo para perderem o brilho (já que a intensidade
é menor).
A
taxa máxima de atualização suportada
pelo monitor varia de acordo com a resolução. No
monitor, a imagem é atualizada linha a linha, de cima para
baixo. Temos então a freqüência
horizontal, uma das especificações mais
importantes em um monitor CRT, que indica a quantidade "bruta" de
linhas que o monitor pode atualizar por segundo.
O
LG 710E, por exemplo, é um monitor de 17" que trabalha com
uma freqüência horizontal de 71 kHz (71 mil linhas
por segundo). Em teoria, isso permitiria que ele trabalhasse com
refresh de até 69 Hz ao utilizar
resolução de 1280x1024 (onde temos 1024 linhas
horizontais) ou até 92 Hz ao usar 1024x768. Na
prática, entretanto, os valores são mais baixos
devido ao tempo perdido pelo monitor ao final de cada
atualização da tela (retraço
vertical), quando precisa reposicionar o canhão de
elétrons no topo da tela para iniciar a
atualização seguinte. Isso faz com que, no final,
o monitor seja capaz de trabalhar com resolução
de 1024x768 a 85 Hz ou 1280x1024 a 60 Hz (essa última pouco
recomendável por causa do flicker).
Em
seguida temos os monitores LCD que, embora tenham
ficado restritos a nichos durante as décadas de 1980 e 1990,
estão rapidamente roubando a cena e substituindo os
monitores CRT.
Uma
tela de LCD é uma espécie de chip. A técnica de
fabricação de um processador e de uma tela de LCD
são similares, a principal diferença é
que o processador é feito sobre um wafer de
silício, enquanto que uma tela de LCD é feita
sobre uma placa de vidro, utilizando camadas de silício
amorfo depositadas sobre ela.
Em uma tela de matiz ativa, temos um
transístor para cada ponto da tela (cada pixel é
formado por três pontos) e um pequeno sulco, onde
é depositado o cristal líquido. Os cristais
líquidos são substâncias que tem sua
estrutura molecular alterada quando recebem corrente
elétrica. Em seu estado normal, o cristal líquido
é transparente, mas ao receber uma carga elétrica
torna-se opaco, impedindo a passagem da luz. A
função de cada transístor é
controlar o estado do ponto correspondente, aplicando a
tensão correta para cada tonalidade:

Os LCDs mais simples, como os usados em
relógios e palmtops com tela monocromática,
utilizam uma camada refletora, instalada na parte traseira, que
simplesmente reflete a luz ambiente. Existem casos de LCDs coloridos
que utilizam o mesmo princípio (como o usado no Game Boy
Advance). Essas telas são chamadas de transflexivas e
apresentam como problema fundamental o fato de só poderem
ser usadas em ambientes bem iluminados e contra a luz.
Os LCDs usados em PCs e notebooks
são transmissivos, ou seja, a tela utiliza um sistema de
iluminação que permite que seja usada em qualquer
ambiente. A desvantagem é o fato da tela ser mais complexa e
o sistema de iluminação torná-la mais
propensa a falhas (muitas telas são descartadas por defeito
nas lâmpadas de catodo frio ou no inversor, muito embora o
LCD continue intacto), além de consumir mais energia. Mas,
este é um caso em que os ganhos compensam as perdas,
já que ninguém iria querer um notebook que
só pudesse ser usado contra a luz.
Temos aqui uma tela de LCD desmontada. Veja
que ela é apenas parcialmente transparente. É
graças à iluminação que
você pode ver a imagem claramente:

Existem duas tecnologias de
iluminação de telas LCD. A mais comum consiste no
uso de lâmpadas de catodo frio, um tipo de lâmpada
florescente, ultra compacta e de baixo consumo. Alguns notebooks ultra
portáteis, como o Sony Vaio TX2 utilizam LEDs para a
iluminação da tela, uma tecnologia que permite
produzir telas mais finas, econômicas e duráveis,
porém mais caras.
Além
do baixo consumo elétrico, outra vantagem do uso de LEDs
é que a iluminação da tela
é mais uniforme do que nos monitores de LCD com
lâmpadas de catodo frio, pois os LEDs são
distribuídos de forma relativamente uniforme, em contraste
com a lâmpada de catodo frio, que fica em uma das
extremidades da tela. Existe também um pequeno ganho na
nitidez das cores, pois os LEDs usados emitem luz quase que
perfeitamente branca, ao contrário das lâmpadas de
catodo frio, que tendem ao azul.
Como os monitores de LCD
estão substituindo rapidamente os CRT, é sempre
interessante fazer algumas comparações. Uma
das principais vantagens dos monitores LCD é a
questão da geometria. Nos monitores CRT a imagem
é criada por um conjunto de três feixes de
elétrons, um para cada cor primária, que iluminam
as células de fósforo da tela, produzindo a
imagem. Os feixes são movidos usando
eletroímãs, o que torna os monitores CRT bastante
sensíveis a interferência
eletromagnética, já que qualquer fonte
significativa interfere com o posicionamento dos feixes, distorcendo a
imagem em maior ou menor grau.
Você
pode distorcer a imagem da tela colocando caixas de som muito
próximo ao monitor (sobretudo caixas de som não
blindadas) ou qualquer outra fonte significativa de
interferência. Experimente, por exemplo, colocar um telefone
celular (durante uma conversação) bem ao lado do
monitor. Ele vai produzir um colapso temporário na imagem
:). Os LCDs, por outro lado, são praticamente imunes a
qualquer tipo de interferência do ambiente.
Outra
questão é que nos CRTs o posicionamento dos
pixels na tela nunca é perfeito, pois o feixe de
elétrons nunca atinge precisamente as células de
fósforo referentes a cada pixel. Entretanto, como as
células de fósforo são muito pequenas,
a distorção acaba não sendo
visível a olho nu.
Nos LCDs, por
outro lado, cada pixel corresponde precisamente a um conjunto de
três pontos, de forma que a geometria é sempre
perfeita. A desvantagem é que o LCD só oferece
uma boa qualidade de imagem quando trabalha em sua
resolução nativa. Você pode usar
resoluções mais baixas (800x600 em um LCD de 15",
ou 1024x768 em um de 19", que trabalham nativamente a, respectivamente,
1024x768 e 1280x1024, por exemplo), mas a qualidade da imagem
é prejudicada, já que o sistema precisa
interpolar a imagem via software, usando mais de um pixel da tela para
exibir cada ponto da imagem. Os CRTs, por outro lado, podem trabalhar
com diversas resoluções diferentes, sem perdas
perceptíveis.
Tradicionalmente,
os LCDs são inferiores aos CRTs com
relação à fidelidade de cores e
principalmente com relação ao contraste,
já que um monitor LCD trabalha bloqueando a luz branca
gerada pelas lâmpadas de catodo frio usadas na
iluminação, enquanto os CRTs trabalham produzindo
luz diretamente. Este é, entretanto, um quesito onde os
monitores LCD evoluíram muito. Embora os monitores mais
baratos continuem oferecendo uma imagem lavada, que não
atende bem ao público profissional, já existem
monitores LCD (um pouco mais caros) com uma qualidade de imagem muito
similar à dos melhores monitores CRT.
Finalmente,
temos a questão da área útil da tela.
Se você colocar um CRT e um LCD de 17 polegadas lado a lado,
você vai notar que a área útil no LCD
é muito maior. Isso acontece porque a tela de um LCD de 17"
tem realmente 17 polegadas de medida diagonal, enquanto no CRT pouco
mais de uma polegada da tela é de área
não-útil, que corresponde às bordas da
tela, cobertas pela carcaça plástica.
Devido a
isso, um CRT de 17" tem cerca de 16 polegadas de área
visível (você encontra a medida exata nas
especificações do monitor). Muitos tem como
hábito ajustar a imagem de forma a não utilizar
as extremidades da tela (onde a distorção causada
pela angulação da tela é maior), o que
corresponde a mais uma pequena perda. Somando as duas coisas, chegamos
a casos em que temos menos de 15 polegadas de área realmente
utilizada em um monitor CRT de 17".
De qualquer
forma, grande parte da discussão em torno dos pontos
positivos e negativos dos monitores LCD e CRT está
ultrapassada, pois os monitores LCD já venceram a guerra. Os
preços caíram a ponto de os monitores LCD mais
baratos já custarem menos (pelo menos do ponto de vista dos
fabricantes) do que monitores CRT equivalentes. Como o custo de
produção dos monitores CRT já atingiu
o ponto mais baixo há vários anos, enquanto o
custo dos LCDs continua caindo sucessivamente (conforme novas
técnicas de produção são
introduzidas) a diferença tende a se acentuar.
Alguns
fabricantes ainda sobrevivem produzindo monitores CRT de baixo custo,
para uso em PCs populares, mas eles tendem a desaparecer nos
próximos anos. A pergunta hoje em dia é: "qual
marca ou modelo de LCD é melhor?" e não mais:
"devo comprar um CRT ou um LCD?".
Em seguida
temos as telas de Plasma, que trabalham sob um
princípio bem diferente. Pequenas quantidades de
gás neon e xenon são depositadas em pequenas
câmaras seladas, entre duas placas de vidro. Cada
câmara contém dois eletrodos (um deles protegido
por uma camada isolante) e também uma camada de
fósforo (similar ao fósforo usado nos monitores
CRT). Quando uma certa tensão é aplicada, o
gás é ionizado e se transforma em plasma,
passando a emitir luz ultra-violeta que, por sua vez, ativa a camada de
fósforo, fazendo com que ela passe a emitir luz. Cada pixel
é composto por três câmaras individuais,
cada uma utilizando uma camada de fósforo de uma das
três cores primárias.
As telas de
plasma oferecem uma luminosidade muito boa e um bom nível de
contraste. O maior problema é que as células
contendo gás são relativamente grandes, por isso
não é possível produzir monitores com
uma densidade muito alta. Este é o principal motivo das
telas de plasma serem sempre muito grandes (geralmente de 40 polegadas
ou mais) e possuírem uma resolução
relativamente baixa, se considerado o tamanho. Outra desvantagem
é o consumo elétrico, que supera até
mesmo o dos CRTs, sem falar na questão do custo. Essa
combinação de fatores faz com que as telas de
plasma sejam mais adequadas a TVs do que a monitores destinados a
micros desktop, embora a presença de conectores HDMI, DVI ou
VGA permitam que elas sejam usadas como telas de
apresentação ou mesmo como monitores.
Finalmente,
temos as telas baseadas na tecnologia OLED (Organic
Light-Emitting Diode), que são baseadas no uso de
polímeros contendo substâncias orgânicas
que brilham ao receber um impulso
elétricohttp://www.proteste.org.br/som-imagem/tv-3d-como-funciona-s519881.htm.
Cada ponto da
tela é composto com uma pequena quantidade do material, que
depois de receber os filamentos e outros componentes
necessários, se comporta como um pequeno LED, emitindo luz.
A principal
diferença entre os OLEDs e os LEDs convencionais
é que os OLEDs são compostos líquidos,
que podem ser "impressos" sobre diversos tipos de
superfície, usando técnicas relativamente
simples, enquanto os LEDs convencionais são dispositivos
eletrônicos, que precisam ser construídos e
encapsulados individualmente.
O princípio de funcionamento das
telas OLED é exatamente o oposto das de LCD, já
que enquanto no OLED os pontos da tela emitem luz ao receberem uma
carga elétrica, no LCD os pontos obstruem a passagem da luz
emitida pelo sistema de iluminação. A principal
vantagem do OLED é que as telas tendem a ser mais compactas
e econômicas, já que não precisam de
iluminação adicional. A desvantagem é
que esta ainda é uma tecnologia nova, que ainda tem um bom
caminho a percorrer.
A principal dificuldade é
encontrar compostos que sejam duráveis e possam ser
produzidos a custos competitivos. As primeiras telas
possuíam vida útil de 2.000 horas ou menos, mas
as atuais já possuem uma vida útil
média de 5.000 horas ou mais. Com a
evolução da tecnologia, a vida útil
dos compostos tende a crescer, possivelmente até o ponto em
que as telas OLED concorram com os monitores LCD em durabilidade.
Embora (em 2007) ainda não
existam monitores ou telas de TV OLED produzidas em escala comercial
(apenas protótipos), telas menores já
são usadas em um grande volume de celulares, players de
áudio e outros dispositivos compactos. O principal motivo
é que a tela nesses dispositivos é usada por
curtos períodos de tempo, o que faz com que a
questão da durabilidade não seja um quesito
tão importante quanto em uma tela de notebook, por exemplo.
Na maioria dos casos, a tela OLED
é instalada no meio de duas placas de vidro, lembrando o
design de uma tela de LCD. Apesar disso, não é
usado o tradicional backlight: toda a luz é emitida
diretamente pela tela, o que simplifica o design. As vantagens
são o menor consumo elétrico (o que ajuda na
autonomia das baterias) e o melhor ângulo de visão
(a tela pode realmente ser vista de qualquer ângulo, sem
distorção das cores). Esta foto mostra a tela
OLED usada em um MP4. Veja que a imagem continua perfeita, apesar do
ângulo da foto:

O "Santo
Graal" para os fabricantes de monitores seria o desenvolvimento de
telas flexíveis, onde os pixels, formados por OLEDs,
juntamente com os transístores e filamentos
necessários possam ser "impressos" diretamente sobre uma
superfície plástica, utilizando impressoras de
jato de tinta modificadas. Isso permitiria o desenvolvimento de telas
baratas, que poderiam ser enroladas e usadas em todo tipo de
dispositivos. Naturalmente, ainda estamos longe disso, mas pode ser que
a tecnologia eventualmente evolua a ponto de realmente substituir os
monitores LCD.
fonte:
http://www.gdhpress.com.br/hardware/leia/index.php?p=cap10-28
consulta
feita em 18/nov/2009
TV 3D: como funciona
Mecanismo da ilusão de três dimensões é mais
complexo do que nos cinemas. Já existe aparelho à venda no Brasil.
Já começam a surgir no mercado os aparelhos de TV capazes de reproduzir
filmes em três dimensões. No Brasil, há modelos da Samsung e Sony já sendo
vendidos e os preços giram em torno dos 9 mil reais. Mas a tecnologia adotada
pelos aparelhos domésticos, entretanto, é um pouco diferente da tela grande.
Como vemos uma imagem 3D de verdade
No mundo real, as imagens no olho esquerdo são um pouco diferentes do que a
mesma imagem vista pelo olho direito. Para enxergarmos, o cérebro humano
“junta” as duas imagens. A distância, o ângulo dos olhos, o lugar do
objeto em relação ao fundo e o tamanho dele em relação a objetos próximos é que
criarão uma imagem real em 3D.
Porém, gravando (ou criando) duas imagens com pequenas diferenças no ângulo
de visão e apresentando-as simultaneamente na tela da TV podem criar um efeito
3D. Contudo, ver as duas imagens ao mesmo tempo faz com quem a imagem fique
muito borrada, porque muitas parte dos objeto serão vistas dobradas.
Como a TV monta a imagem 3D
Para prevenir que os olhos vejam as imagens simultaneamente, você tem que
usar óculos especiais para filtras as imagens.
No caso da TV 3D, os óculos devem ser ligados e passam a receber um sinal
infravermelho de sincronização com a TV. Então, se a TV mostra uma imagem para o
olho esquerdo, a parte do olho esquerdo do óculos fica transparente e a do olho
direito é escura. O mesmo acontece quando a TV emite uma imagem para o olho
direito. É esse o mecanismo que É essa sincronização que impede a exibição ao
mesmo tempo e possibilita a ilusão 3D.
Essa troca entre as imagens do olho esquerdo e direito é muito rápida,
geralmente 30 vezes por segundo. Se ela fosse menor, perceberíamos a tela
piscar.
fonte: http://www.proteste.org.br/som-imagem/tv-3d-como-funciona-s519881.htm
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