Criatividade e Inovação


autora: Profa. Raimunda Maria da Cunha Ribeiro - Faculdade do Cerrado Piauiense


O que é criatividade?

Criatividade é um tema que tem merecido especial importância em todos os aspectos da vida humana, especialmente no âmbito educacional, devido a sua importância para o desenvolvimento do potencial criador do aluno. Criar, segundo Ferreira (2001), é dar existência, fazer nascer, originar-se.

 Conforme afirma Alencar (1996), a criatividade tem a ver com os processos de pensamento que se associam com a imaginação, invenção,  inovação, iluminação e originalidade. Para ela, a criatividade é um fenômeno complexo e multifacetado que envolve fatores internos e externos ao indivíduo.

 Os fatores internos dizem respeito ao próprio indivíduo e os fatores externos estão relacionados ao ambiente social.

Além desses, os fatores de ordem histórico-cultural têm um impacto profundo nas expressão criativas. Para Nachmanovitch, criar não significa substituir o nada por alguma coisa. Para ele não existe o nada, o que existe é um vasto mundo vivo em que as regras são tão complexas que podem provocar cansaço só de olhar para elas.

Sem criatividade, certamente o homem ainda estaria nos tempos da Idade da Pedra.  Sem dúvida, a criatividade tem sido ao longo da história do homem o motor do desenvolvimento dos indivíduos, das organizações e das sociedades. O homem cria a partir de tentativas e erros.

Ainda para Nachmanovitch, o erro tem um valor inestimável. É como se o erro fosse a matéria-prima do processo de ensino-aprendizagem. Uma tentativa de acerto tão condenada pelo professor.

 
O pensamento criativo apresenta uma série de elementos,  que segundo Alencar (1996) são: fluência, flexibilidade, originalidade, elaboração e sensibilidade para resolver problemas.

 
Uma pessoa criativa trás consigo algumas características  tais como: envolvimento com o trabalho realizado, atitude de otimismo aliada a uma coragem para correr riscos, flexibilidade, abertura à experiência e tolerância à ambigüidade, autoconfiança e iniciativa e persistência.

 Outros traços de personalidade podemos observar em pessoas que desenvolvem o seu potencial criador: sensibilidade, espontaneidade, intuição, independência de pensamento e de ação, resistência ao conformismo e impulso para a originalidade.

 
Vários são os  fatores que podem inibir o  desenvolvimento da expressão criativa. Dentre esses há os de ordem psicológica, de natureza individual, que pode ser uma barreira à inovação tais como o conformismo, o dogmatismo, a baixa tolerância, a baixa propensão de correr riscos, o medo do desconhecido e o comodismo.

 Já os fatores de ordem social mais comuns, como analisa Alencar (1996), podem ser: rejeição à pessoa quem está de fora, a falta de compreensão quanto à inovação, o grau de centralização do poder decisório. O ser humano não está só no mundo e, muitas vezes, fatores externos a ele resultam em bloqueios, uma vez que a criatividade é um processo que envolve um determinado contexto social.

 
Para Mihaly Csiksentmihalyi, psicólogo húngaro : “Estudar criatividade focalizando apenas o indivíduo é como tentar compreender como uma  macieira produz frutos, olhando apenas a árvore e ignorando o sol e o solo que possibilitam a vida”.


Para obter o texto completo consulte o site:  http://www.faculdadedocerrado.com.br