MAPEAMENTO  DE STAKEHOLDERS


Mariana Galvão Lyra 
Especialista em Gerenciamento de Projetos pela FGV. Professora Substituta da UFES, Vitória/ES.

Ricardo Corrêa Gomes
Doutor em Adm. Pública pela Aston University, Reino Unido. Prof. Adjunto III da UFV, Viçosa/MG 

Laércio Antônio Gonçalves Jacovine
Doutor em Ciências Florestais pela UFV. Professor Adjunto do Depto de Eng. Florestal da UFV 


1. Stakeholders

Stakeholder em uma organização é, por definição, qualquer grupo ou indivíduo que pode afetar ou ser afetado pela realização dos objetivos dessa empresa .

Stakeholder inclui aqueles indivíduos, grupos e outras organizações que têm interesse nas ações de uma empresa e que têm habilidade para influenciá-la.  Ao negligenciarem esses grupos, algumas empresas já foram devastadas ou destruídas .

Os principais objetivos nas pesquisas de stakeholder têm sido identificar quem são os stakeholders da empresa e determinar quais tipos de influência eles exercem.

Dessa forma,  assumiram num estudo sobre a teoria de stakeholders que as várias classes de stakeholders devem ser identificadas na combinação dos seguintes atributos: poder, legitimidade e urgência [premência - premente é o que faz pressão] 


2. Mapeamento de Stakeholders

As práticas de mapear os stakeholders de acordo com suas influências enfatizam o uso de uma ferramenta no processo de  visualizar o poder e a influência dos stakeholders que têm impacto primordial no sucesso ou fracasso de um projeto.

Eliminar os gaps (vazios), com ferramentas de Big Data, permite que a empresa faça previsões sobre movimentos dos diversos stakeholders internos ou externos.

Os atributos acima destacados fornecem elementos para que a empresa defina estratégias mais eficazes de posicionamento e relacionamento, construindo imagens mais coerentes e consistentes cercadas de efetivas análises preditivas.

Para sobreviver, as empresas devem traçar metas para suas relações com stakeholders atuais e em potencial como parte de um processo estratégico contínuo de gestão.

Essas metas devem considerar o impacto potencial dos stakeholders nas unidades estratégicas corporativas e de negócios através  da análise preditiva.


3. Tipos de Stakeholders 

3.1) Stakeholder Adormecido ou Latente

Tem poder para impor sua vontade na organização, porém não tem legitimidade ou urgência e, assim, seu poder fica em desuso, tendo pouca ou nenhuma interação com a empresa. A empresa deve conhecer esse stakeholder para monitorar seu potencial e conseguir um segundo atributo.

3.2) Stakeholder Arbitrário.

Possui legitimidade, mas não tem poder de influenciar a empresa nem alega urgência. A atenção que deve ser dada a essa parte interessada diz respeito àresponsabilidade social corporativa, pois tende a ser mais receptiva.

3.3) Stakeholder Reivindicador

Quando o atributo mais importante na administração do stakeholder for urgência, ele é reivindicador. Sem poder e sem legitimidade, não deve atrapalhar tanto a empresa; porém deve ser monitorado quanto ao potencial de obter um segundo atributo.

3.4) Stakeholder Dominante.

Tem sua influência na empresa assegurada pelo poder e pela legitimidade. Espera e recebe muita atenção da empresa.

3.5) Stakeholder Perigoso

Quando há poder e urgência, porém não existe a legitimidade, o que existe é um stakeholder coercitivo e possivelmente violento para a organização, o que pode ser um perigo,literalmente.

3.6) Stakeholder Dependente

Tem alegações com urgência e legitimidade, porém depende do poder de um outro stakeholder para ver suas reivindicações sendo levadas em consideração.

3.7) Stakeholder Definitivo

Quando possui poder e legitimidade, já praticamente se configura como definitivo. Quando, além disso, alega urgência, deve-se dar atenção imediata e priorizada a essestakeholder.


CONCLUSÃO

Identificando o potencial dos stakeholders-chave como foco para ameaçar ou cooperar, os executivos podem evitar a implementação de planos que serão opostos aos interesses dos stakeholders.

A intenção é reconhecer suas necessidades, modificando planos para envolvê-los, e esquivando-se de problemas associados com a organização subjugados pelos stakeholders.

Neste contexto a análise preditiva de grandes volumes de dados tem um papel essencial.


 

OBS:- Para obter o texto completo acesse:  http://www.anpad.org.br/periodicos/arq_pdf/a_866.pdf