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CICLO DA INTELIGÊNCIA COMPETITIVA
AUTORA: (*) ANA VALÉRIA MEDEIROS WANDERLEY Engenheira do Serviço de Engenharia da PETROBRÁS Pós-Graduação em Inteligência Competitiva
INTRODUÇÃO Embora
variando de empresa para empresa, é possível
apresentar
aqui um esquema genérico do processo de
Inteligência
Competitiva, dentro de uma abordagem estruturada e
estratégica. A maioria
dos
autores definem o processo de CI compreendendo as seguintes etapas:
Uma
representação do sistema, incluindo estas etapas,
pode ser visualizada na figura 1. Figura 1 – CICLO DE INTELIGÊNCIA COMPETITIVA
Estas
etapas
serão detalhadas a seguir: 1o.
Planejamento –
é a fase na qual são definidas as bases para o
sistema.
Numa primeira etapa, define-se que usos terá o sistema, que
necessidades da empresa este sistema irá atender, quais os
clientes, pessoas ou setores serão envolvidos e com que
finalidade utilizarão os produtos da Inteligência.
As
principais metodologias para a definição das
necessidades
de informações da alta gerência e da
empresa como
um todo, estão descritas a seguir:
· Fatores Críticos de Sucesso – FCS FCS - trata-se de um método importante para a definição das necessidades dos gerentes e especialistas, pois permite a focalização nas questões estratégicas da empresa. Fatores Críticos de Sucesso são definidos como “elementos de postura estratégica essenciais para assegurar ou melhorar a posição competitiva da empresa”. Ao
mapear as necessidades de informação
estratégica
por FCS´s, torna-se possível definir os objetivos
e metas
do SIC, as redes de inteligência e as fontes de
informação. A figura 2 mostra um Sistema de
Inteligência concebido a partir dos Fatores
Críticos de
Sucesso. Figura 2 – FCS´ s E REDES DE INTELIGÊNCIA
Na
concepção de um SIC cabe destacar a
importância da
formação das Redes de IC. O conceito de network
vem
causando uma grande mudança nas As
redes são um processo de participação
permanente
na discussão sobre os rumos da
organização.
Portanto, um processo que estimula o aprendizado coletivo. As pessoas
opinam e têm o retorno da importância da sua
informação na definição das
estratégias da empresa. 2o. Coleta, Processamento e Armazenamento da Informação - esta fase envolve a busca de fontes de informações para o atendimento às necessidades levantadas na etapa anterior, bem como de ferramentas para o tratamento e armazenamento dessas informações. Com base
em
descrição de Kahaner, serão relatados
os seguintes tipos: Fontes primárias: são as informações provenientes diretamente da fonte, sem alterações. Normalmente são informações precisas, pois não passaram por filtros ou análises prévias. São exemplos dessas fontes: · Entrevistas
com clientes,
fornecedores e concorrentes; · Relatórios
anuais de
empresas; · Palestras; · Programas
ao vivo de
rádio e televisão; · Documentos
que emanam do
governo; · Observações
pessoais. Fontes
secundárias: normalmente
oferecem informações alteradas. È mais
facilmente
encontrada e algumas vezes é o único tipo de
informação disponível a respeito de um
determinado
assunto. As fontes mais usuais são: · Periódicos
/ Jornais · Livros; · Programas
editados de
rádio e televisão; · Relatórios
de
Análise; · Bases de
dados. 3o. Análise e Validação da Informação – as informações coletadas na etapa anterior, muitas delas sem uma aparente conexão entre si, são analisadas nesta etapa pelas redes de especialistas da área, com o objetivo de verificar a consistência das informações, estabelecer relações e avaliar o impacto destas para a organização. Dada a grande variedade de técnicas de análise disponíveis, a escolha da mais apropriada para o objetivo desejado, não é trivial. Para a escolha da técnica apropriada a uma situação, três questões básicas emergem: · quais as
técnicas
disponíveis e como elas se relacionam entre si? · qual o
foco e escopo da arena
competitiva em questão? · que restrições de tempo e outros recursos limitam a extensão da análise pretendida? [PRESCOTT and GRANT, 1988]. 4o.
Disseminação e Utilização
da Inteligência –
esta etapa encerra o ciclo de Inteligência de
Negócios,
quando disponibiliza o resultado do processo para os
usuários da
Inteligência. A maior parte dos autores utiliza a figura de
uma
pirâmide, como mostrado na figura 5, para demonstrar como o
processo se passa ao longo da hierarquia organizacional. Na base da
pirâmide está toda a
informação coletada, no
meio está a análise e no topo, um
relatório de uma
ou duas páginas, como produto final da
inteligência, que
irá permitir ao gerente tomar decisões
estratégicas, táticas ou operacionais. TEXTO ADAPTADO |