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CAPITAIS NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
CAPITAL INTELECTUAL: A NOVA VANTAGEM COMPETITIVA GESTÃO DO CONHECIMENTO: A Chave da Vantagem Competitiva A gestão do conhecimento surgiu na década de 1990, como uma proposta de agregar valor à informação e facilitar o fluxo interativo em toda a corporação. Ela desenvolve sistemas e processos que visam adquirir e partilhar ativos intelectuais. Reporta inevitavelmente ao uso pleno do conhecimento, direcionando-o como diferencial estratégico competitivo de sucesso. Aumenta a geração de informações que sejam úteis e significativas e promovam atividades, enquanto procura aumentar o aprendizado individual e grupal. Além disso, ela pode maximizar o valor da base de conhecimento da organização em funções diversas e localizações diferente. Essa ferramenta como diz Rigby (2000) mostra que as empresas de sucesso não são um conjunto de produtos, mas sim de bases de conhecimento distintas. Esse capital intelectual é a chave da vantagem competitiva da companhia com seus clientes-alvo. A gestão do conhecimento procura acumular o capital intelectual que criará competências essenciais exclusivas e produzirá resultados melhores.
1. CAPITAL INTELECTUAL Principal Fonte de Intangíveis nas Empresas e
um Diferencial Competitivo em Relação aos Concorrentes Segundo Brooking, apud Antunes & Martins (2002), o capital
intelectual pode ser dividido em quatro categorias:
Os fatores que geram o capital Intelectual de acordo com Brooking apud
Antunes & Martins (2002), são: - conhecimento, pelo funcionário, de sua importância para os objetivos da empresa; - funcionário tratado como ativo raro; - alocar a pessoa certa na função certa considerando suas habilidades; - oportunizar o desenvolvimento profissional e pessoal; - identificação do know-how gerado pela P & D (Pesquisa e Desenvolvimento); - avaliar o retorno sobre o investimento em P & D; - definir uma estratégia proativa para tratar a propriedade intelectual; - mensurar o valor de marcas; - avaliar investimentos em canais de distribuição; - avaliar a sinergia resultante de treinamento e os objetivos corporativos; - prover infra-estrutura e adequado ambiente de trabalho; - valorizar a opinião dos funcionários; - oportunizar a participação dos funcionários na definição dos objetivos da empresa; - estimular os funcionários para a inovação. Fica, assim, clara a importância do Capital Intelectual para o desenvolvimento das empresas, além de representar diferencial competitivo em relação aos concorrentes. A era atual, como diz Sá (2002) exige a capitalização de intelectos (no sentido de investimentos maiores em qualidade da inteligência agente sobre os capitais) na busca da eficácia comum dos mais importantes valores das células sociais e de aumento do valor efetivo da própria riqueza.
O capital intelectual pode ser dividido em três grandes capitais. O
capital humano, o capital estrutural e o capital do cliente. Todos são
intangíveis, mas descrevem coisas tangíveis para os executivos. É o
intercâmbio entre eles que cria o Capital Intelectual.
1.1 – Capital Humano – A Mina na Empresa Para entender melhor o capital humano é preciso entender as habilidades [e competências] que determinam qualquer tarefa, processo ou negócio, relacionadas abaixo: Habilidade [e competências] do tipo commodity: são as habilidades adquiridas, costumam não serem específicas de uma empresa e podem ter o mesmo valor para qualquer organização. É por exemplo, a habilidade de atender ao telefone. Habilidades [e competências] proprietárias: são os talentos específicos à empresa, em torno dos quais uma organização constrói seu negócio. Pode ser codificada em forma de patentes, direitos autorais, expertise. O Ritz-Carlton é o especialista em administração hoteleira. Habilidades [e competências] alavancadas: o conhecimento pode ser mais valioso para uma determinada empresa do que para outra. São específicas a um setor e não a uma empresa. Os programadores, por exemplo, da Andersen Consulting, estão voltados para desenvolvimento de soluções e podem alavancar essa habilidade enquanto os do Bank of America estão voltados para outras habilidades A gestão do capital humano passa pelo levantamento do potencial humano, pela identificação das potencialidades estratégicas a desenvolver e pela capacitação necessária. O capital humano, portanto, configurando-se como um grande referencial de sucesso no meio empresarial, é o que vai determinar o futuro da companhia. Sem um gerenciamento adequado deste requisito, nenhuma empresa terá sucesso com suas metas e objetivos e, conseqüentemente, não alcançará os resultados esperados. Muito menos poderá pretender manter-se competitiva no mercado. 1.2 - Capital Estrutural Compreende os ativos intangíveis relacionados com a estrutura e os processos de funcionamento interno e externo da organização que apóiam o capital humano, ou, tudo o que permanece na empresa quando os empregados vão para casa. Edvinsson (1997) propõe a seguinte divisão para o capital estrutural: Capital organizacional abrange o investimento da empresa em sistemas, instrumentos e filosofia operacional que agilizam o fluxo de conhecimento pela organização, bem como em direção às áreas externas, como aquelas voltadas para os canais de suprimento e distribuição. Capital de inovação [já gerada] refere-se à capacidade de renovação e aos resultados da inovação sob a forma de direitos comerciais amparados por lei, propriedade intelectual e outros ativos e talentos intangíveis utilizados para criar e colocar rapidamente no mercado de novos produtos e serviços. Capital de processos é constituído por aqueles processos, técnicas (como o ISO 9000) e programas direcionados aos empregados, que aumentam a ampliam a eficiência da produção ou a prestação de serviços. É o tipo de conhecimento prático empregado na criação contínua de valor. Para gerenciar o capital estrutural, é preciso uma rápida distribuição do conhecimento, o aumento do conhecimento coletivo menor tempos de espera e profissionais mais produtivos. A função da gerência da empresa é utilizar corretamente o capital estrutural, para que o mesmo aumente o valor para os acionistas. 1.3 – Capital do Cliente É definido como o valor de sua franquia, seus relacionamentos contínuos com pessoas e organizações para as quais vende. Para Sveby (1998), a escolha da empresa do conhecimento no que diz respeito a clientes, portanto, tem um significado estratégico vital porque o tipo de cliente com os quais uma empresa do conhecimento trabalha determinada tanto a qualidade quanto a quantidade de suas receitas intangíveis do conhecimento. Existem três tipos de clientes, segundo o mesmo autor. os que melhoram a imagem, no qual suas referências e seus depoimentos são muitos valiosos; os clientes que melhoram a organização, esses exigem soluções de ponta, melhorando a estrutura interna da empresa; e os clientes que aumentam a competência, que contribuem com projetos que desafiam a competência dos funcionários, fazendo que os funcionários aprendam com eles. Capital Ambiental autoria: prof. Marcos Cavalcanti - CRIE-UFRJ O capital ambiental é definido como o conjunto de fatores que descrevem o ambiente onde a organização está inserida. São fatores expressos pelo conjunto das características sócio-econômicas da região (nível de escolaridade, distribuição de renda, taxa de natalidade etc.), pelos aspectos legais, valores éticos e culturais (por exemplo, o empreendedorismo), pelos aspectos governamentais (grau de participação do governo na economia, estabilidade política) e pelos aspectos financeiros, como o nível da taxa de juros e a existência de mecanismos adequados de financiamento à produção. Para que você possa dimensionar a importância do capital ambiental numa empresa da sociedade do conhecimento, fazemos a seguinte pergunta: por que a Microsoft surgiu fora do Brasil? A pergunta pode parecer óbvia para alguns, ou ainda sem propósito para outros. A mesma questão poderia ser formulada da seguinte forma: será que existe no Brasil ambiente favorável para empreendimentos dessa natureza? |