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REGRAS DE HIBRIDIZAÇÃO 1.-) A hibridização é um processo de mistura de orbitais em um único átomo (ou íon). Em contraste, a formação do orbital molecular requer a fusão de orbitais originalmente centrado em átomos diferentes. 2.-) Somente podem ser misturados para formar híbridos adequados, orbitais com energias semelhantes. Para os nossos propósitos, isto significa que os orbitais usualmente precisam pertencer ao mesmo "grupo de energia" 3.-) O número de orbitais misturados sempre é igual ao número de híbridos obtidos. 4.-) Na hibridização, misturamos um certo número de orbitais e não um número de elétrons. Por exemplo, se quisermos formar os híbridos digonais (sp) num átomo que apresenta uma configuração de três elétrons 2s2 2p1, misturamos os orbitais s e p para obter os dois híbridos Φ1, e Φ2 e então arranjamos os elétrons entre eles, possivelmente como Φ12, e Φ21. 5.-) Uma vez que um orbital tenha sido usado para construir um híbrido, ele não está mais à disposição para manter elétrons na sua forma "pura". Por exemplo, no item 4, a configuração 2s1, Φ11, e Φ21 não é permitida porque o orbital 2s não mais existe como tal. 6.-) A maioria dos híbridos é semelhante, mas não são necessariamente de formato idêntico; eles diferem de um para outro, grande parte em sua orientação no espaço. A representação adequada para o híbrido sp guarda características do OA do tipo s e do tipo p. A forma tridimensional é obtida girando o eixo z, sem transladá-lo no espaço, i.e., girando-o entre os dedos. 7.-) Já que os orbitais s não têm direção preferencial no espaço xyz, eles não comunicam ou não adicionam direção quando contribuem na formação de híbridos. Eles apenas adicionam tamanho. 8.-) Outros orbitais com pronunciada direção no espaço ( px , py, pz, dxy, dyz, etc.) determinam as propriedades direcionais dos híbridos. Misturando apenas orbitais do tipo x e do tipo y com orbitais s, teremos híbridos preferencialmente no plano xy; misturando um orbital do tipo x com um orbital s, teremos híbridos no eixo x. 9.-) Para híbridos equivalentes (são apenas estes que nós consideramos), a orientação no espaço é determinada: (a) pelo número de orbitais misturados e, consequentemente, pelo número de híbridos obtidos; (b) por quais das direções x, y ou z são preferidas pelos orbitais quando "puros" e (c) pela hipótese de que os elétrons que irão ocupar os híbridos tentarão evitar uns aos outros na medida do possível dentro da limitação (b). Por exemplo, suponhamos que desejemos formar três híbridos equivalentes, misturando-se os orbitais 2s, 2px e 2py num átomo. A condição (b) requer que as suas direções predominantes permaneçam no plano xy; a condição (c) divide os 360° do plano xy em três partes fazendo com que os ângulos entre os híbridos sejam de 120°. 10.-) O tipo particular de híbrido escolhido para discutir a estrutura é determinado pela geometria da molécula, tal como é obtida experimentalmente. (Se, entretanto, esta não for conhecida, podemos ainda fazer conjecturas razoáveis sobre o seu formato, comparando-a com moléculas relacionadas). Os ângulos de ligação de 120° sugerem híbridos sp2 , os sistemas lineares sugerem híbridos sp e o formato tetraédrico ou ângulos de ligação de 109° sugerem híbridos sp3. fonte: COMPANION, A.L. "Ligação Química" - S.Paulo EDUSP |