CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS


1.- Sistemas morfológicos

São descritos pelas propriedades físicas do fenômeno (propriedades geométricas e de composição) constituindo os sistemas típicos do meio físico. Correspondem às formas, sobre as quais se podem escolher diversas variáveis a serem medidas (comprimento, altura, largura, inclinação, tamanho de partículas, densidade e outras).

A forma destes sistemas, regra geral é uma resposta a sua função. Por exemplo, a forma aerodinâmica nos pássaros, projetada em aviões; a forma de uma orelha associada a sua função. No contexto da Teoria Geral dos Sistemas praias, rios, lagos e florestas, são exemplos de sistemas morfológicos, nos quais se podem distinguir, medir e correlacionar as variáveis geométricas e as de composição. De modo semelhante, cidades, vilas, estabelecimentos agrícolas e indústrias podem ser considerados, também, como sistemas morfológicos.

Exemplo de Sistemas Morfológicos:  

Sistemas urbanos e vizinhanças, como sistemas morfológicos, são tratados com um recurso tecnológico conhecido por Sistemas de Informação Geográfica

(SIG ou GIS)

por  Carolina Faria

Um SIG, Sistema de Informações Geográficas, ou GIS (Geographic Information System) é um sistema composto por software, usuário, hardware, dados e metodologia (ou técnicas) de análise, que permite o uso integrado de dados georreferenciados com uma finalidade específica.

O primeiro SIG foi criado na década de 60 no Canadá com o intuito de possibilitar a criação de um inventário de recursos naturais (variáveis de composição). Mas, naquela época os programas ainda eram muito difíceis de se utilizar, exigiam mão de obra especializada, o que custava caro, e ainda não havia programas específicos para os variados tipos de aplicação, logo, estes tinham que ser desenvolvidos, tomando mais tempo e mais dinheiro.

Entretanto, com o desenvolvimento da área de computação e de modelos matemáticos para aplicação da cartografia em meio computadorizado, os GIS foram se aperfeiçoando.

Assim, podemos identificar três formas principais de se utilizar um GIS: 

1. para produção de mapas, como suporte para a análise espacial de fenômenos, 

2. como um banco de dados geográficos, com funções de armazenamento e

3. recuperação de informação espacial (conhecidas como variáveis geométricas e de composição).

(fonte:  http://www.infoescola.com/cartografia/sistema-de-informacoes-geograficas/)

 

2.- Sistemas sequenciais

São compostos por cadeia de subsistemas dinamicamente relacionados por um fluxo de matéria, energia e/ou informação. O posicionamento dos subsistemas é contíguo e nesta sequência a saída (output) de matéria, energia ou informação de um subsistema torna-se a entrada (input) para o subsistema de localização adjacente.

Importante é lembrar que dentro de cada subsistema deve haver um regulador que trabalhe a fim de repartir o input recebido de matéria ou energia em dois caminhos: armazenando-o (ou depositado) ou fazendo-o atravessar o subsistema e tornando-o um output do referido subsistema.

Por exemplo, no subsistema de uma moradia, a água recebida pode ser armazenada em uma caixa ou ser transferida para uso imediato. Nas indústrias e no comércio, a estocagem de matérias-primas e de mercadorias representa a função de regulador para a manutenção contínua da produção e do abastecimento

Exemplo de Sistemas Sequenciais:  

O sistema urbano de uma cidade inteligente

O enfoque atual dos sistemas urbanos está na cidade inteligente, criativa e sustentável, que faz uso da Tecnologia (incluindo TI) em seu processo de planejamento com a participação dos cidadãos.

Segundo a união Européia, cidades inteligentes são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, informação, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida.  

Esses fluxos de interação são considerados inteligentes por fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços e de informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades sociais e econômicas da sociedade. 

De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, 10 dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, o meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia.

Apesar de ser um conceito relativamente recente, o conceito de Cidade Inteligente (ou Smart City) já se consolidou como assunto fundamental na discussão global sobre  o desenvolvimento sustentável e movimenta um mercado global de soluções tecnológicas, que é estimado a chegar em US$ 408 bilhões até 2020. 


[Não esquecer que um profissional de Sistemas de Informação deve buscar soluções em TI para transformar sistemas urbanos, em cidades inteligentes]

fonte: http://fgvprojetos.fgv.br/noticias/o-que-e-uma-cidade-inteligente

Texto adpatado para os propósitos da disciplina Teoria Geral dos Sistemas I