|
SINGULARIDADE TECNOLÓGICA
ALIGER – Inteligência das coisas
O que é a
singularidade tecnológica?
Singularidade é um termo que já é
utilizado pelas ciências há muito tempo, mais corriqueiramente pela ciência
física. A sua aplicabilidade se refere às situações em que o raciocínio humano
não consegue mais, digamos assim, conceber a estrutura e o funcionamento de
certos fenômenos naturais e exprimi-los por meio de teoremas e equações
matemáticas plausíveis.
O exemplo mais clássico do seu
uso pela física moderna é no estudo da composição do interior dos buracos
negros. Nesse extremo físico de alta densidade, é impossível descrever, com
algum grau de certeza, qual é o comportamento das leis naturais conhecidas.
Sendo assim, podemos entender que
o uso do termo singularidade exprime certa incapacidade humana de compreender e
prever o funcionamento de um fenômeno.
Com o tempo, os futurologistas
passaram a lançar mão dessa ideia científica para exprimir as suas previsões
sobre um determinado momento histórico, não muito distante, em que ocorrerá a
superação do raciocínio humano pela tecnologia.
Grosso modo, é sobre isso que a
singularidade tecnológica diz respeito. Um provável ponto na história, em que
as máquinas, ou melhor, a inteligência
artificial, vai
extrapolar o nível de conhecimento e habilidades cognitivas dos seres humanos.
Adivinhações acerca do futuro não
são área de competência do estudo científico. O máximo que pesquisadores se
arriscam a fazer é emitir opiniões sobre probabilidades que sejam mais ou menos
embasadas.
No entanto, é curioso e até mesmo
impressionante constatar o consenso existente em torno do surgimento da
singularidade tecnológica. Não são poucos os cientistas que são taxativos ao
afirmar que não se trata de uma questão de “se” um dia a singularidade surgir,
mas sim, uma questão de “quando” ela vai ocorrer.
Segundo esses pesquisadores, o
avanço acelerado da tecnologia e sua integração com as mais variadas áreas do
conhecimento levaram, inevitavelmente, à concretização desse momento ímpar da
história.
À medida que o progresso
científico avança
em velocidades exponenciais a cada ano, também fica cada vez mais difícil para
os cientistas teóricos e futurologistas conceber até que ponto essa revolução
tecnológica pode influenciar nossa espécie.
Todo o nosso estilo de vida como
o conhecemos, nossa civilização, nossas leis, enfim, o próprio conceito sobre o
que é a humanidade está passível de ser revisto com o advento da singularidade.
Apesar de certo grau de consenso
entre a comunidade científica, é preciso deixar claro que isso tudo é apenas
uma teoria. Existem pesquisadores que afirmam não acreditar na possibilidade da
existência de algo como a singularidade. O máximo que visualizam para o futuro
são maiores capacidades de velocidades de processamento.
Para estes, ainda que assumam a
plausibilidade teórica do tema, é mais provável que o desenvolvimento da
tecnologia encontre obstáculos intransponíveis que inviabilizam o seu
desenvolvimento até esse estágio de singularidade. A baixa demanda por sistemas
mais avançados poderia desestimular o investimento em pesquisas relacionadas à
IA (Inteligência Artificial), por exemplo.
Também é possível que outras
catástrofes de ordem econômica ou política, como guerras e problemas
ambientais, destruam a humanidade e a sua ordem social antes mesmo que seja
possível algo como a singularidade surgir. Enfim, segundo esses pesquisadores,
existe uma grande diferença entre acreditar que algo é possível no campo das
ideias e sua aplicabilidade prática.
A simples formulação teórica não
significa que esta seja possível no mundo real. Frente a tantas variáveis que
podem interferir no desenvolvimento e posterior surgimento da singularidade
tecnológica, a sua não existência também se torna algo plausível.
Quais são os motores da SINGULARIDADE
TECNOLÓGICA ?
Se algo como a singularidade
acontecer em um futuro mais próximo ou distante, já podemos observar quais as
sementes que possibilitaram esse fenômeno. O desenvolvimento da computação
cognitiva, da inteligência artificial e do aprendizado de máquina estão no
cerne das inovações que observamos no mundo hoje.
É a partir desses conceitos que a
ciência traçará o seu caminho rumo à superação da inteligência humana, pelas
máquinas. Sendo assim, é fundamental que você conheça o conceito por trás de
todas essas tecnologias. Apenas entendendo como funcionam essas tecnologias é
que você conseguirá compreender como algo como a singularidade é possível.
Vamos lá?
1.- Inteligência artificial
Definimos a inteligência
artificial como
um ramo da ciência da computação que busca construir sistemas que tem como
objetivo imitar a inteligência humana, mais especificamente a nossa capacidade
de raciocínio e resolução de problemas.
Essa definição descreve a forma
como as máquinas assimilam processos complexos, como a capacidade de
autocorreção, raciocínio e aprendizado. Essa é a grande diferença entre a
linguagem de programação comum, em que apenas são descritos sequências lógicas para
execução das habilidades almejadas pela inteligência artificial.
Em 1956, em uma apresentação na
DC — Dartmouth Conference, John McCarthy se tornou o primeiro cientista a
descrever a ideia de inteligência artificial. A partir de então, a IA passou a
ser utilizada como sinônimo para outras inovações, como a robótica, automação
processual e Big Data, desenvolvendo o conceito maior denominado de indústria 4.0.
As tarefas desempenhadas pela IA
é que permitem a sua diferenciação, tornando possível a identificação de
padrões em conjuntos de dados com capacidade superior aos dos seres humanos.
2.- Aprendizado de máquina
O aprendizado de máquina ou machine learning, é um ramo de estudo da
inteligência artificial que permite — sem programação prévia — que os
computadores aprimorem seu algoritmo (instruções lógicas orientadas à solução
de problemas) de acordo com o seu ambiente (alimentação de dados). O conceito
de machine learning busca dotar aos computadores, ou ao menos imitar a
capacidade de raciocínio humana.
As aplicações do aprendizado de
máquinas já estão presentes em nosso dia a dia. O desenvolvimento de veículos
autônomos, como os da UBER e do Google, e as
sugestões diárias de ofertas que você recebe de empresas como Netflix e Amazon
são os exemplos mais visíveis do seu funcionamento.
As ofertas são sugeridas com base
no raciocínio que sistemas desenvolvem de acordo com as suas sobre
preferências. Já nos veículos autônomos, a tecnologia que os orienta em seus
trajetos, aprende e toma decisões conforme as exigências do ambiente. A
evolução de máquinas pensantes, com habilidade de raciocínio, corroboram com o
desenvolvimento da singularidade.
3.- Computação cognitiva
A computação cognitiva vai além
da simples programação, no qual a principal função da máquina é obedecer a
comandos algoritmos preestabelecidos. Seu objetivo é a busca pela replicação em
máquinas e das capacidades interpessoais humanas aplicadas ao uso de
informações. Antigamente o homem tinha que aprender a linguagem da máquina,
hoje a máquina fala, aprende e interage utilizando a linguagem humana, estando
apta a interpretar os sentidos.
Na prática, a computação
cognitiva permite
que sistemas tenham a habilidade de raciocínio similar ao de um ser humano.
Essas habilidades permitem a execução de tarefas de cálculos complexos. O
computador Watson desenvolvido pela IBM, utiliza dessa tecnologia para analisar
grandes quantidades de dados e executar diagnósticos médicos.
Assim, ele consegue auxiliar a
medicina a ampliar a eficiência de tratamentos. Grandes bancos e hospitais já
testam diferentes aplicações para computação cognitiva, e seu desenvolvimento é
um dos motores que impulsionam a possibilidade do surgimento de algo como a
singularidade.
FONTE: https://www.aliger.com.br/blog
Singularidade tecnológica
os seres
humanos serão dominados pelas máquinas?
POR GUILHERME HAAS
A
singularidade tecnológica
A
ideia de que em algum momento futuro a inteligência artificial vai superar a
humana recebeu o termo de singularidade tecnológica a partir do texto do
cientista e escritor Vernor Vinge.
O
referido autor considera que o evento está próxima de acontecer,
previsto para ocorrer antes de 2030, e que transformará radicalmente
a civilização.
Com
a possibilidade de máquinas e robôs se autorreplicarem, e ainda por cima sabendo
como melhorarem a si mesmos, os seres humanos se tornariam obsoletos para o
avanço da tecnologia. Assim que os processos envolvidos no setor forem maiores
do que a capacidade de entendimento dos humanos, chegaríamos ao momento da
singularidade tecnológica, com a inteligência humana superada pela artificial.
Mesmo
quem acredita que o homem pode definir leis como as de Asimov para assegurar o
controle dos robôs pelos humanos cogita que, se a inteligência artificial
superar a humana, as máquinas não teriam razão para se manterem submissas a
nós.
Por
enquanto, tudo o que podemos antecipar sobre o futuro não passa de especulações
e teorias que parecem mesmo saídas de obras de ficção científica. Porém, elas
revelam dilemas cada vez mais presentes no meio científico, filosófico e
acadêmico, o que sugere a retomada da polarização entre APOCALÍPTICOS e INTEGRADOS.
FONTE: https://www.tecmundo.com.br/
OBS.: Texto adaptado para os propósitos da disciplina Teoria Geral dos Sistemas
|