SINGULARIDADE TECNOLÓGICA


ALIGER – Inteligência das coisas

https://www.aliger.com.br/

 

O que é a singularidade tecnológica?

Singularidade é um termo que já é utilizado pelas ciências há muito tempo, mais corriqueiramente pela ciência física. A sua aplicabilidade se refere às situações em que o raciocínio humano não consegue mais, digamos assim, conceber a estrutura e o funcionamento de certos fenômenos naturais e exprimi-los por meio de teoremas e equações matemáticas plausíveis.

O exemplo mais clássico do seu uso pela física moderna é no estudo da composição do interior dos buracos negros. Nesse extremo físico de alta densidade, é impossível descrever, com algum grau de certeza, qual é o comportamento das leis naturais conhecidas.

Sendo assim, podemos entender que o uso do termo singularidade exprime certa incapacidade humana de compreender e prever o funcionamento de um fenômeno.

Com o tempo, os futurologistas passaram a lançar mão dessa ideia científica para exprimir as suas previsões sobre um determinado momento histórico, não muito distante, em que ocorrerá a superação do raciocínio humano pela tecnologia.

Grosso modo, é sobre isso que a singularidade tecnológica diz respeito. Um provável ponto na história, em que as máquinas, ou melhor, a inteligência artificial, vai extrapolar o nível de conhecimento e habilidades cognitivas dos seres humanos.

Adivinhações acerca do futuro não são área de competência do estudo científico. O máximo que pesquisadores se arriscam a fazer é emitir opiniões sobre probabilidades que sejam mais ou menos embasadas.

No entanto, é curioso e até mesmo impressionante constatar o consenso existente em torno do surgimento da singularidade tecnológica. Não são poucos os cientistas que são taxativos ao afirmar que não se trata de uma questão de “se” um dia a singularidade surgir, mas sim, uma questão de “quando” ela vai ocorrer.

Segundo esses pesquisadores, o avanço acelerado da tecnologia e sua integração com as mais variadas áreas do conhecimento levaram, inevitavelmente, à concretização desse momento ímpar da história.

À medida que o progresso científico avança em velocidades exponenciais a cada ano, também fica cada vez mais difícil para os cientistas teóricos e futurologistas conceber até que ponto essa revolução tecnológica pode influenciar nossa espécie.

Todo o nosso estilo de vida como o conhecemos, nossa civilização, nossas leis, enfim, o próprio conceito sobre o que é a humanidade está passível de ser revisto com o advento da singularidade.

Apesar de certo grau de consenso entre a comunidade científica, é preciso deixar claro que isso tudo é apenas uma teoria. Existem pesquisadores que afirmam não acreditar na possibilidade da existência de algo como a singularidade. O máximo que visualizam para o futuro são maiores capacidades de velocidades de processamento.

Para estes, ainda que assumam a plausibilidade teórica do tema, é mais provável que o desenvolvimento da tecnologia encontre obstáculos intransponíveis que inviabilizam o seu desenvolvimento até esse estágio de singularidade. A baixa demanda por sistemas mais avançados poderia desestimular o investimento em pesquisas relacionadas à IA (Inteligência Artificial), por exemplo.

Também é possível que outras catástrofes de ordem econômica ou política, como guerras e problemas ambientais, destruam a humanidade e a sua ordem social antes mesmo que seja possível algo como a singularidade surgir. Enfim, segundo esses pesquisadores, existe uma grande diferença entre acreditar que algo é possível no campo das ideias e sua aplicabilidade prática.

A simples formulação teórica não significa que esta seja possível no mundo real. Frente a tantas variáveis que podem interferir no desenvolvimento e posterior surgimento da singularidade tecnológica, a sua não existência também se torna algo plausível.

Quais são os motores da SINGULARIDADE TECNOLÓGICA ?

Se algo como a singularidade acontecer em um futuro mais próximo ou distante, já podemos observar quais as sementes que possibilitaram esse fenômeno. O desenvolvimento da computação cognitiva, da inteligência artificial e do aprendizado de máquina estão no cerne das inovações que observamos no mundo hoje.

É a partir desses conceitos que a ciência traçará o seu caminho rumo à superação da inteligência humana, pelas máquinas. Sendo assim, é fundamental que você conheça o conceito por trás de todas essas tecnologias. Apenas entendendo como funcionam essas tecnologias é que você conseguirá compreender como algo como a singularidade é possível. Vamos lá?

1.- Inteligência artificial

Definimos a inteligência artificial como um ramo da ciência da computação que busca construir sistemas que tem como objetivo imitar a inteligência humana, mais especificamente a nossa capacidade de raciocínio e resolução de problemas.

Essa definição descreve a forma como as máquinas assimilam processos complexos, como a capacidade de autocorreção, raciocínio e aprendizado. Essa é a grande diferença entre a linguagem de programação comum, em que apenas são descritos sequências lógicas para execução das habilidades almejadas pela inteligência artificial.

Em 1956, em uma apresentação na DC — Dartmouth Conference, John McCarthy se tornou o primeiro cientista a descrever a ideia de inteligência artificial. A partir de então, a IA passou a ser utilizada como sinônimo para outras inovações, como a robótica, automação processual e Big Data, desenvolvendo o conceito maior denominado de indústria 4.0.

As tarefas desempenhadas pela IA é que permitem a sua diferenciação, tornando possível a identificação de padrões em conjuntos de dados com capacidade superior aos dos seres humanos.

2.- Aprendizado de máquina

O aprendizado de máquina ou machine learning, é um ramo de estudo da inteligência artificial que permite — sem programação prévia — que os computadores aprimorem seu algoritmo (instruções lógicas orientadas à solução de problemas) de acordo com o seu ambiente (alimentação de dados). O conceito de machine learning busca dotar aos computadores, ou ao menos imitar a capacidade de raciocínio humana.

As aplicações do aprendizado de máquinas já estão presentes em nosso dia a dia. O desenvolvimento de veículos autônomos, como os da UBER e do Google, e as sugestões diárias de ofertas que você recebe de empresas como Netflix e Amazon são os exemplos mais visíveis do seu funcionamento.

As ofertas são sugeridas com base no raciocínio que sistemas desenvolvem de acordo com as suas sobre preferências. Já nos veículos autônomos, a tecnologia que os orienta em seus trajetos, aprende e toma decisões conforme as exigências do ambiente. A evolução de máquinas pensantes, com habilidade de raciocínio, corroboram com o desenvolvimento da singularidade.

3.- Computação cognitiva

A computação cognitiva vai além da simples programação, no qual a principal função da máquina é obedecer a comandos algoritmos preestabelecidos. Seu objetivo é a busca pela replicação em máquinas e das capacidades interpessoais humanas aplicadas ao uso de informações. Antigamente o homem tinha que aprender a linguagem da máquina, hoje a máquina fala, aprende e interage utilizando a linguagem humana, estando apta a interpretar os sentidos.

Na prática, a computação cognitiva permite que sistemas tenham a habilidade de raciocínio similar ao de um ser humano. Essas habilidades permitem a execução de tarefas de cálculos complexos. O computador Watson desenvolvido pela IBM, utiliza dessa tecnologia para analisar grandes quantidades de dados e executar diagnósticos médicos.

Assim, ele consegue auxiliar a medicina a ampliar a eficiência de tratamentos. Grandes bancos e hospitais já testam diferentes aplicações para computação cognitiva, e seu desenvolvimento é um dos motores que impulsionam a possibilidade do surgimento de algo como a singularidade.

FONTE: https://www.aliger.com.br/blog


Singularidade tecnológica

os seres humanos serão dominados pelas máquinas?

 
POR GUILHERME HAAS

A singularidade tecnológica

A ideia de que em algum momento futuro a inteligência artificial vai superar a humana recebeu o termo de singularidade tecnológica a partir do texto do cientista e escritor Vernor Vinge.

O referido autor considera que o evento está próxima de acontecer, previsto para ocorrer antes de 2030, e que transformará radicalmente a civilização.

Com a possibilidade de máquinas e robôs se autorreplicarem, e ainda por cima sabendo como melhorarem a si mesmos, os seres humanos se tornariam obsoletos para o avanço da tecnologia. Assim que os processos envolvidos no setor forem maiores do que a capacidade de entendimento dos humanos, chegaríamos ao momento da singularidade tecnológica, com a inteligência humana superada pela artificial.

Mesmo quem acredita que o homem pode definir leis como as de Asimov para assegurar o controle dos robôs pelos humanos cogita que, se a inteligência artificial superar a humana, as máquinas não teriam razão para se manterem submissas a nós.

Por enquanto, tudo o que podemos antecipar sobre o futuro não passa de especulações e teorias que parecem mesmo saídas de obras de ficção científica. Porém, elas revelam dilemas cada vez mais presentes no meio científico, filosófico e acadêmico, o que sugere  a retomada  da polarização entre  APOCALÍPTICOS  e INTEGRADOS.

 

FONTE: https://www.tecmundo.com.br/

OBS.: Texto adaptado para os propósitos da disciplina Teoria Geral dos Sistemas