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COMPUTAÇÃO
COGNITIVA
Os
sistemas cognitivos são o resultado da convergência de
avanços significativos
em vários ramos da ciência da computação,
como hardware (processadores e
storage mais poderosos e baratos), processamento de linguagem natural,
“machine
learning, como redes neurais”, reconhecimento de padrões,
etc. O
vetor
resultante cria um impacto potencial significativo na nossa sociedade.
TI, por
exemplo, deixará de ser apenas prestador de serviços de
automação baseados em
sistemas determinísticos, mas com aplicações
“inteligentes” contribuirão diretamente
para operações mais sofisticadas do negócio.
APLICAÇÃO NA ÁREA DA SAÚDE Alguns exemplos de como isto está começando a se tornar realidade podem ser vistos no texto do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center O sistema compara cada sintoma de cada indivíduo, sinais vitais, histórico familiar, medicamentos já aplicados, genética e rotina diária como alimentação e exercícios para diagnosticar e propor um plano de tratamento específico. Muito difícil a qualquer médico conseguir analisar tal volume de informações para cada paciente.
APLICAÇÃO NA ÁREA DE DIREITO Na área do direito um sistema cognitivo pode analisar milhões de casos precedentes para descobrir e recomendar uma linha de ação. Talvez não seja mais necessário uma legião de estagiários para fazer tal tarefa...
SISTEMA
WATSON Novas
capacitações serão
requeridas e novos modelos de negócio surgirão. Estamos
nos preparando?
O PROJETO WATSON Expansão
do invento da IBM para
outros idiomas fortalece o Watson Group Divulgação Em
2011, Watson ganhou o Jeopardy!, um famoso programa norte-americano
que testa os conhecimentos gerais dos participantes Em 1999, a IBM publicou um encarte de oito páginas no The Wall Street Journal apresentando as bases do e-business, ou, em bom português, o negócio eletrônico. Recentemente,
a IBM
faz um anúncio que para Fábio Gandour, cientista-chefe da
unidade brasileira da
empresa, é tão ou mais importante do que aquele do
passado, principalmente para
o Brasil, que passa a fazer parte dessa revolução. O
Watson, máquina da IBM que funciona a partir da
computação cognitiva, já chegou ao Brasil. Sua
vinda, porém, não
é física, mas virtual, uma vez
que a invenção é composta por software e
também por equipamentos de hardware
espalhados pelos data centers da IBM. A
chegada do Watson ao Brasil tem uma explicação simples:
para atender a
empresas nacionais, a máquina já aprendeu
português e
também espanhol. Os dois idiomas latinos são os primeiros
a serem
aprendidos pelo
supercomputador, que originalmente só fala inglês
norte-americano. À
medida que se torna poliglota, Watson amplia o alcance das suas
soluções empresarias, um dos principais interesses da
IBM. Desde o início do
ano, a Big Blue possui uma divisão de negócios chamada
Watson Group com
serviços que funcionam a partir da inteligência artificial
do supercomputador. Watson Group Hoje, o
Watson Group se divide em três: Engagement Advisor, Explorer,
Discovery
Advisor. Cada
uma dessas três soluções faz uso do conhecimento do
supercomputador
e da sua capacidade de aprendizado de uma forma própria. O Engagement Advisor, por exemplo, ajuda a empresa a conhecer melhor as necessidades dos seus clientes automatizando algumas interações. Com esse serviço implantado em um call center, por exemplo, uma companhia pode direcionar as perguntas mais frequentes de seus consumidores ao supercomputador. O
Watson é capaz de aprender a dar as respostas mais adequadas
às perguntas
frequentes dos clientes usando a linguagem natural, ou seja,
falando como
um humano. O
Watson Explorer, por sua
vez, é o serviço que coloca o
supercomputador
para fazer buscas para as empresas em sua própria base de dados.
Sua enorme
capacidade de processamento atrelada a sua habilidade de combinar busca
por
conteúdo, análise de dados e computação
cognitiva faz do Watson um excelente
pesquisador. Por
fim, o setor de Discovery Advisor
ajuda as empresas a fazer do
supercomputador um dos seus melhores pesquisadores cruzando o
conhecimento do
próprio Watson com aquele que foi gerado pela empresa,
apresentando resultados
de cunho estatísticos. Para Gandour, bancos são exemplos de empresas que podem se interessar por esse tipo de solução. Em vez de perguntar para o gerente qual é o melhor investimento, o cliente poderia conversar com o Watson, que faria perguntas sobre o montante e o prazo, por exemplo.
Em seguida, o supercomputador
dá ao
consumidor a resposta mais imparcial possível, interpretada de
uma forma
puramente matemática. A decisão final, porém, deve
ser sempre do cliente,
segundo alerta Gandour.
Ensinar
português e qualquer outra língua para o Watson não
é algo que
se faça da noite para o dia. Além de aprender 300 mil
palavras do idioma – mais
do que o dobro do que os linguistas afirmam ser necessário para
um ser humano
ser considerado fluente –, o supercomputador precisa ser capaz de
compreender
não apenas os significados das
palavras (semântica), mas
também as regras que
regem as construções
das frases (sintaxe). Watson
ficou famoso em 2011 O
nascimento de Watson remonta ao ano de 2003, mas foi em 14 de
fevereiro de 2011, como gosta de lembrar Gandour, que o supercomputador
foi a
público mostrar algumas das suas potencialidades. Nesta data,
Watson participou
de um famoso show de perguntas de conhecimento geral dos Estados Unidos
chamado
Jeopardy, do qual saiu vencedor. Desde então, Watson vem sendo
usado em
projetos na área de saúde, em experimentos com
gastronomia e, recentemente, em
soluções para empresas e governos. Nas palavras da própria IBM, Watson é uma tecnologia cognitiva que processa informações mais como um humano do que como os computadores com os quais estamos acostumados a lidar no dia-a-dia. Formado por hardware e software, Watson compreende a linguagem natural, ou seja, dos humanos, e por isso não apenas fala como é capaz de gerar hipóteses baseado em evidências. À
medida que interage, seja com usuários ou com
informações, Watson aprende e
fica ainda mais inteligente pois seu processamento funciona a partir de
um
modelo de programação recursiva. "É mais ou menos
assim: cada vez que o
programa roda, e ele roda várias vezes, ele próprio se
modifica com o que
aprendeu", resume Gandour. Dados
não-estruturados De
acordo com Fábio Gandour, para criar essa inteligência
artificial,
Watson se alimenta de dados não estruturados, que durante anos
foram
considerados pelos especialistas em computação como
“lixo”. Grande
parte dos dados com os quais lidamos diariamente via computadores
e dispositivos móveis são do tipo estruturado. Ou seja,
possuem uma lógica
própria e certa previsibilidade, enquanto os dados
desestruturados são
probabilísticos. “Na
computação tradicional, determinística, 2+2
é 4, mas na computação
cognitiva existe uma alta probabilidade de que 2+2 seja 4, mas
não há como
garantir”, afirma o cientista. Enquanto
um computador tradicional é capaz de pegar
informações
estruturadas e organizá-las na forma de um extrato de banco, por
exemplo, a
computação cognitiva de Watson é capaz de
compreender diferentes receitas de
torta de maçã e, a partir disso, criar novas receitas.
Uma receita de torta de
maçã é um dado desestruturado, pois não tem
uma lógica contínua. |