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ANÁLISE DE
CONCORRÊNCIA:
Uma
análise que pode salvar empresas.
Camila Fabiane Arruda e Prof. Helga Pedroso: Universidade
Norte do
Paraná – UNOPAR
1.
Introdução
Para preparar uma estratégia de
marketing eficaz, uma empresa deve
estudar seus concorrentes, bem como seus consumidores atuais e
potenciais. As
empresas precisam identificar estratégias, objetivos,
forças, fraquezas, e os
padrões de reação dos seus concorrentes,
também analisar de que forma podem
utilizar as tecnologias atuais no desenvolvimento de seu produto.
Os
administradores devem estar preparados para receber
informações
atualizadas sobre seus concorrentes, as forças e fraquezas
dessas empresas, e
também analisar os consumidores, ver suas necessidades, seus
gostos, e também
ter uma equipe bem preparada para formular estratégias de como
reagir a esse
mercado.
E
é baseado no mundo atual, onde grandes engolem pequenos,
empresas
nascem
em um dia e se não forem bem preparadas para o mercado,
não terem bons
profissionais, e não fazerem uma análise correta de seus
consumidores e
concorrentes, elas morrem já no outro, baseado nisso, nessa
realidade, que
todas as empresas devem fazer uma análise dos vários
tipos de
concorrência e de
concorrentes.
2.
Concorrência
Concorrência é a disputa entre
produtores de um mesmo bem ou serviço com vistas a angariar a
maior parcela do
mercado possível. As principais variáveis que orientam o
jogo mercadológico da
concorrência são o preço, a qualidade do produto, a
disponibilidade nos pontos
de venda e a imagem de que o produto goza junto aos consumidores.
Assim, as
atividades que dizem respeito diretamente à imagem do produto,
como a
publicidade e a programação visual, são tão
estratégicas quanto a distribuição
e o preço.
A
noção de
concorrência pressupõe a existência de grande
número de produtores atuando
livremente no mercado de um mesmo bem ou serviço, de modo que
tanto a oferta
quanto a procura se originem em condições de
razoável eqüidade, sem influência
ilegítima principalmente sobre o preço do produto.
A
análise da concorrência no mercado atual é muito
importante, pois ali é
onde se conquista muitos clientes. Identificando falhas de algumas
empresas
para
reforças seus produtos no mercado.
Se você conhece o
seu
inimigo tão bem como a si mesmo, você não precisa
temer o resultado de cem
batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o
seu inimigo, para cada
vitória conseguida você sofrera uma derrota. Se você
não conhece o inimigo nem
a si mesmo, você sucumbira em todas as batalhas. (Sun Tzu; 1981
apud Hooley,
Saunders; 1996, p. 163)
Sem
o conhecimento de pontos fracos e fortes dos concorrentes e suas
ações é impossível formular uma
estratégia, pois não sabemos por onde começar.
É necessário que se faça uma análise do
concorrente, quais as melhores
qualidades dos seus produtos, quais as necessidades dos clientes, onde
o
concorrente deixa a desejar, para que se possam formular
estratégias e ganhar
mais mercado.
Tipos
de Concorrência
Segundo
Kotler (1998, p. 209) pode-se distinguir quatro níveis de
concorrência:
a. De
Marca
b. Industrial
c. De
Forma
d. Genérica
O
autor caracteriza as concorrências da seguinte forma:
A
Concorrência de Marca ocorre quando uma empresa vê seus
concorrentes
como outras empresas que oferecem produtos e serviços similares
aos mesmos
consumidores a preços também similares.
Ex: a Fiat com o Palio, e a Chevrolet com o Corsa,
são empresas que
fabricam carros populares, com preços similares, a clientes
similares, mas não
são concorrentes por exemplo a Ferrari com a Fiat, apesar de
venderem o mesmo produto, carros,
não são concorrentes
pois os preços não são similares, nem os clientes.
A
Concorrência Industrial ocorre quando uma empresa vê seus
concorrentes
como todas as empresas que fabricam o mesmo produto ou classe de
produtos.
Nesse caso a Fiat se veria concorrendo com todos os outros fabricantes
de
automóveis.
A
Concorrência de Forma ocorre quando uma empresa vê seus
concorrentes
como todas as empresas que fabricam produtos que prestam o mesmo
serviço. Nesse
caso a Fiat não se veria mais como concorrente apenas de outras
empresas de
automóveis, mas também de motocicletas, bicicletas,
caminhões.
E
por fim a Concorrência Genérica que ocorre quando uma
empresa vê seus
concorrentes como todas as empresas que concorrem pelos mesmos
dólares [ou reais] do
consumidor, ou seja, por tudo que ele pode gastar como grandes bens de
consumo
duráveis, novas residências, entre outras.
3.
Reação dos concorrentes
É
necessário que se conheça as idéias de
determinados concorrentes para
se ter a esperança de antecipar suas prováveis
ações ou reações. A maioria dos
concorrentes segundo Kotler (1998, p.216) classificam-se em:
a. Cautelosos
b. Seletivos
c. Arrojados
d. Imprevisível
Os
concorrentes cautelosos são aqueles que não reagem
rápido ou
fortemente a determinado movimento de uma empresa. As razões
para uma falta de
ataque a movimentos competitivos variam. Os concorrentes cautelosos
podem ser
lentos em perceber qualquer movimento da concorrência, ou
também podem não ter
recursos financeiros para reagir, podem também estar bolando uma
nova
estratégia, entre outras várias possibilidades.
Os
concorrentes seletivos são aqueles que reagem apenas a certos
tipos de
ataques, e não a outros. Podem reagir as reduções
de preços, mas não a aumentos
com gastos em propagandas. Saber como um concorrente reage pode dar a
seus
rivais uma indicação sobre suas linhas de ataques
variáveis.
O
concorrente arrojado é aquele que reage rápido e
fortemente a qualquer
iniciativa em seu território, esse tipo de concorrente esta
sempre sinalizando
que seria melhor que a outra empresa não atacasse, pois, lutara
até o fim para
se defender.
E
por fim os concorrentes imprevisíveis, que são aqueles
que não
demonstram um padrão de reação previsível,
tal concorrente pode ou não reagir a
qualquer ataque da concorrência, não há maneira de
prever o que fará.
4.
Tecnologia
Segundo
Cobra (1991, p.50) a tecnologia é uma das maneiras pelas quais
uma empresa consegue construir barreiras à entrada em seu
negocio. A
microinformática, a eletrônica, a
telecomunicação, entre outras atividades
ditas de ponta dependem em larga escala do acesso a tecnologia de ponta
e da
aplicação de recursos à pesquisa
tecnológica.
Com
a obsolescência rápida, produtos de hoje podem tornar-se
produtos de
ontem e a empresa torna-se vulnerável a essas
transformações. Por essa razão a
tecnologia é tão importante do ponto de vista
estratégico.
Portanto
a escolha de tecnologia é fundamental para o desenvolvimento de
uma nação, pois, através de uma escolha bem feita,
se pode obter não só
vantagens competitivas, como também conquistar lideranças
de mercado ou
lideranças tecnológicas.
A
evolução da tecnologia é constante e sua
difusão também é acelerada,
mas o retorno financeiro da adoção de
inovações nem sempre é tão rápido
quanto
o esperado, além da eficácia de uma tecnologia ter seus
limites, hoje em dia
copiar produtos da concorrência também faz parte do jogo
dos negócios.
Existe
até um termo específico para definir a prática de
estudar e
adaptar os melhores processos de produção existentes: o
chamado benchmarking. Para os consumidores em
geral, as copias trazem benefícios, pois significam mais ofertas
que
normalmente elevam o padrão do produto ou serviço e
diminuem seu preço. Para as
empresas, no entanto, trata-se de uma complicação, pois o
lançamento de
similares corrói a lucratividade que se espera obter dos
investimentos em
inovação e tecnologia, e as vantagens tendem a diminuir.
Conclusão
Percebe-se a importância da
analise da concorrência para as
empresas, pois, se bem aplicada pode servir como uma grande ferramenta
de
ataque ou de defesa, tornando a empresa mais competitiva.
Atualmente
os produtos se tornam obsoletos com muita rapidez, utilizar a
tecnologia de forma que ela venha favorecer a empresa, tanto na
redução de
custos, como na elaboração de um produto diferenciado,
é uma maneira
inteligente de se diferenciar de seus concorrentes. Ter uma
visão de mercado,
conhecer tanto os concorrentes como os consumidores são pontos
fundamentais
para se diferenciar da concorrência. É preciso que o
gestor utilize todas as
informações que possui a seu favor, de forma que o
mercado procure seus produtos
por um diferencial.
Referências
COBRA,
Marcos. Administração Estratégica do
Mercado.
São Paulo: Atlas, 1991.
HOOLEY, Graham J., SAUNDERS,
John. Posicionamento Competitivo. São Paulo: Makron Books, 1996.
KOTLER, Philip. Administração
de Marketing. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 1998.
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