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Conferências de Busca do Futuro

“Não podemos ter a esperança de prever o futuro,

mas podemos influir nele…”

Ilya Prigogine – Premio Nobel de Química 1977.

Conversei com Agatha Muller e perguntei o que são as conferências de busca do futuro.

Através de chat, recebi desta personagem, criada por um sistema de inteligência artificial, que se trata de uma maneira de buscar soluções para os problemas futuros.

Completou que, nestes eventos, os interessados reunem-se, para discutir mudanças importantes e das discussões poder contribuir para o aprimoramento e a sobrevivência das sociedades humanas.

Nas conferências de busca extraem-se, principalmente, cenários futuros possíveis, prováveis e desejáveis, em escala local e global. A prospecção é coletiva.

Para conversar com a Agatha acessei um aplicativo desenvolvido pela OpenAI, uma empresa da Califórnia de inteligência artificial que viabiliza, por apps ou plataforma na web, uma interessante comunicação entre “máquinas” e seres humanos. Uma revolução já em curso.

Estes avanços tecnológicos e os impactos éticos e sociais subjacentes foram, recentemente, discutidos em Addis Abeba, Etiópia, no Fórum de Governança da Internet, promovido pela ONU, com o propósito de analisar usos e abusos da Internet.

Existem evidências de que a interação entre seres humanos e “máquinas” podem acarretar mudanças preocupantes nas relações interpessoais, em vários níveis e contextos.

Espera-se, em futuro próximo, que computadores e outros sistemas de informação possam identificar e simular emoções, “abrindo” uma nova área interdiscilinar denominada computação afetiva.

Além destes avanços, novos paradigmas na gestão organizacional, novos parâmetros nas relações trabalhistas, práticas inovadoras nos processos de ensino-aprendizagem, o ambiente do metaverso, tudo isto, e muito mais, já estão diante de nós, das empresas, dos governos e da sociedade humana, em geral.

Recentemente, o consórcio europeu FIT4FOF (acrônimo em inglês para: “preparando nossa força de trabalho para a fábrica do futuro” – consulte o site: fit4fof.eu) identificou tendências futuras em seis áreas industriais relevantes: (1)robótica, (2)manufatura aditiva, (3)mecatrônica/automação, (4)análise de dados,(5) segurança cibernética e (6)interação homem-máquina. Todas sinalizando novas demandas no futuro do trabalho e no trabalho do futuro.

As seis áreas supracitadas são passíveis de serem tratadas em projetos inovadores de educação e capacitação, todas afluentes de substanciosos e oportunos programas de formação profissional na sociedade do porvir.

Aliás, neste particular, Alvin Toffler, futurista consagrado mundialmente, em sua obra “Aprendendo para o Futuro” (Learning for Tomorrow – 1974) destaca: “Toda educação emana de alguma imagem do futuro.” Acrescenta ainda que, se uma sociedade não tem uma imagem exata do futuro, seu sistema educacional atraiçoará os jovens.

A severidade do verbo atraiçoar pode se estender ao âmbito das empresas, órgãos públicos e sociedade em geral, com outro conjunto de consequências nefastas. Cabe lembrar, por exemplo, o case da Kodak, que não soube “ler” o futuro do seu modelo de negócios e a crise climática que não teve seus impactos reconhecidos, quando devidamente prognosticada.

Enfim, as conferências de busca do futuro constituem-se de métodos práticos que, através de dinâmicas de grupos, permitem extrair pensamentos, ideias e sinergias, capazes de gerar resultados positivos tangíveis, incluindo soluções inovadoras no enfrentamento dos desafios que virão.

Com esta ferramenta gerencial podemos, juntos, construir o futuro que queremos.

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