Home / Cuidar de si / Fujisawa – Cidade Inteligente

Fujisawa – Cidade Inteligente

Um dia seremos ”…pais de nossos próprios pais

e filhos de nossos próprios filhos” – Confúcio (551-479 A.C.)

O projeto Fujisawa SST (sustainable smart town) de cidade sustentável e inteligente é uma iniciativa conjunta do setor público e privado, no Japão, que atende cerca de 1000 residências. O modelo, lançado pela Panassonic, já se propaga em outras comunidades urbanas.

Os idealizadores destacam que a principal característica do projeto não é, simplesmente, desenvolver uma infraestrutura tecnológica avançada, mas criar uma cidade que possa promover estilos de vida saudáveis.

É claro que o conceito de comunidade sustentável e inteligente proposto não se orienta somente ao “corpo” urbano, enfatizando o uso racional da energia, a segurança dos cidadãos, com alarmes multifuncionais ou recursos de mobilidade urbana, mas deve garantir, também, uma vida física, social e psicologicamente saudável ao cidadão.

Um projeto de cidade inteligente e sustentável exige a participação de todos e o ponto de partida, ainda na fase de planejamento, é a identificação das fontes de satisfação e insatisfação comunitárias que assegura o pertencimento e a perenidade ao projeto.

Os gestores de Fujisawa SST deram a devida importância a este engajamento social e, em sintonia com as tecnologias apropriadas, inseriram, no modelo, o subprojeto Pai da Cidade (Fujisawa Town Parent Project) em que todos os indivíduos participam com ideias e iniciativas, como pais que cuidam da cidade como um filho, contribuindo com a qualidade de vida e o pleno desenvolvimento.

Em síntese, é preciso dar atenção às inovações tecnológicas, que sempre caracterizam uma cidade inteligente, mas, é muito importante, não esquecer das inovações sociais que, com o suporte da tecnologia, potencializam prontamente o bem-estar.

Tenho, como exemplo, o banco do tempo, uma inovação social concebida há 20 anos na Itália, e que hoje se propaga em algumas cidades brasileiras como Florianópolis, Curitiba, Garopaba e Rio Grande.

No banco do tempo, o “correntista” não deposita dinheiro em sua conta. A “moeda” são horas de serviços que se possa prestar e que, com este capital social, são comprados outros serviços. O banco do tempo se organiza com tecnologia de informação e comunicação traz melhorias sociais e dá sentido à vida, em uma cidade sustentável e inteligente.

Por aqui temos Santos e outros municípios da Baixada Santista aspirando pelo status de cidade inteligente e, como foi muito bem destacado em manchete de A TRIBUNA, em 25 de junho, p.p., “unir bem-estar e tecnologia é uma das condições do projeto”.

Como em qualquer projeto com elevada componente social, o “empuxo”, que faz consolidar e “decolar” a importante iniciativa, depende de componentes culturais que precisam ser revistos.

Por exemplo: somos uma coletividade em que a distância de poder é elevada e é preciso, preliminarmente, rever decisões individuais ou de pequenos grupos, que se sobrepõem às aspirações coletivas, além disto temos orientação voltada para o curto prazo e é prudente evitar resultados imediatos.

Enfim, que o projeto de cidade sustentável e inteligente, em Santos e Baixada Santista, dê relevância às necessárias inovações sociais e, considerando a cidade como um filho, tenha a tutela de vários pais.

Um dia seremos filhos de nossos próprios filhos!

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *